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Exército britânico mira os millenials para combater déficit de tropas

Reino Unido lança campanha de alistamento ressaltando as qualidades 'militares' dos 'gamers', 'viciados em selfie' e 'zumbis de celular'

Internacional|Cristina Charão, do R7

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Campanha publicitária do Exército Britânico ressalta qualidades dos millenials
Campanha publicitária do Exército Britânico ressalta qualidades dos millenials

Com uma campanha publicitária que convoca os “viciados em selfie”, os “zumbis de celular” e os “gamers”, o Exército Britânico quer convencer os millenials — jovens nascidos a partir de 1995 — a se alistarem e preencher um déficit nas Forças Armadas de uma das maiores potências militares do mundo.

Os millenials costumam ser alvo de críticas por serem considerados uma geração com pouco compromisso comunitário e muito autocentrados. Chegam a ser chamados pelos britânicos de “me me me millenials” — na tradução literal, “eu, eu, eu, millenial”.


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A campanha do Exército tenta reverter esta percepção e apontar características dos diferentes tipos de millenials que seriam bem-vindas na carreira militar. Por exemplo, a “fé em si mesmo” dos “eu eu eu”, ou a “força de vontade” dos gamers, ou ainda a “autoconfiança” dos “viciados em selfie”.


Inspiração em cartaz histórico

Cartaz da 1ª Guerra inspirou campanha
Cartaz da 1ª Guerra inspirou campanha

Em jornais, revistas e outdoors, a campanha usou como base um histórico cartaz da Primeira Guerra Mundial, em que um oficial do Exército aparece sob os dizeres “Seu país precisa de você”.


Na publicidade moderna, o slogan ganhou versões como “Engraçadão da turma, seu Exército precisa de você — e da sua inteligência”.

"O exército vê as pessoas de forma diferente e estamos orgulhosos de olhar para além dos estereótipos e identificar o potencial dos jovens, da compaixão à autoconfiança", declarou o major-general Paul Nanson, diretor da Academia Militar de Sandhurst.


Déficit de 5.500 soldados

De acordo com números apresentados ao Parlamento em outubro, o Exército teria cerca de 77 mil soldados treinados, 5.500 a menos do que a meta de 82.500 militares.

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A campanha surge após o Ministério da Defesa publicar estes números, que demonstrariam a pouca eficiência da estratégia adotada anteriormente de contratar uma empresa de recursos humanos para fazer o alistamento de novos recrutas.

Em 2012, o governo britânico anunciou a contratação da Capita, uma grande gestora externa de RH. No entanto, ainda de acordo com os dados apresentados ao Parlamento, a empresa foi responsável por trazer apenas um em cada dez novos recrutas.

Apesar da criatividade, a campanha, que custou 1,5 milhão de libras (algo em torno de R$ 7,5 milhões), recebeu críticas.

Parte dos britânicos, um povo conhecido por seu humor refinado, acredita que a campanha passa a mão na cabeça dos jovens e se parece mais com publicidade para vender doces do que para alistar militares.

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