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Como a Otan usa IA para erguer uma nova ‘cortina de ferro’ contra a Rússia

Essa camada de defesa busca identificar e conter movimentos militares antes que ocorra a penetração no território da aliança

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Otan está implementando uma rede digital, chamada EFDI, para monitorar a fronteira leste da aliança, usando sensores, drones, satélites e inteligência artificial.
  • O sistema visa identificar e conter movimentos militares antes de penetrarem no território da Otan, operando sob a lógica de dissuasão por negação.
  • A estratégia atual utiliza IA para processar dados em tempo real, permitindo decisões rápidas sobre o uso de armas, baseada no princípio de observar, decidir e atacar antes do adversário.
  • A integração de tecnologias busca neutralizar a capacidade de mobilização e avanços territoriais da Rússia, mantendo a base de defesa da Otan com armamentos convencionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uso de veículo terrestre não tripulado faz parte da nova estratégia da Otan Mariam Diallo/Exército dos EUA - 13.04.2026

A Otan (Organização Do Tratado Do Atlântico Norte) está implementando ao longo de seu flanco leste uma rede digital composta por sensores, drones, satélites e IA (inteligência artificial), estabelecendo uma nova “cortina de ferro” tecnológica. O sistema, denominado EFDI (Iniciativa de Dissuasão do Flanco Oriental), monitora a fronteira que se estende da Finlândia à Romênia, incluindo limites com a Rússia e Belarus.

Essa estrutura funciona como uma camada de defesa que busca identificar e conter movimentos militares antes que ocorra a penetração no território da aliança, operando sob a lógica da dissuasão por negação, segundo informações da Business Insider.


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Diferente da estratégia de décadas anteriores, focada em retomar território, a configuração atual utiliza a IA para o processamento de dados em tempo real. O Maven Smart System, sistema de IA que atua especificamente como o “cérebro” da EFDI, funciona como o centro de processamento de informações coletadas por nações-membros. Esses dados permitem que comandantes visualizem o campo de batalha e decidam sobre o uso de armas contra alvos detectados de maneira imediata, seguindo o princípio de observar, decidir e atacar antes do adversário.

A arquitetura é descrita em documentos como uma rede de eliminação, uma estrutura distribuída em que a falha de um sensor é compensada por outros pontos do sistema. Esta rede integra tecnologias de empresas de defesa para conectar sensores a sistemas de ataque, como artilharia e drones interceptores.


O plano estabelece que sistemas não tripulados e autônomos, como robôs terrestres e drones de ataque, formem a linha de confronto inicial, enfrentando o impacto de um ataque para preservar o poder de combate de tropas e veículos blindados.

O desenvolvimento desta estratégia incorpora observações do conflito na Ucrânia, onde o uso de sensores e drones demonstrou efeitos contra forças em escala. Segundo porta-vozes militares, a iniciativa fornece tempo para a tomada de decisões, sem eliminar a necessidade de tanques, aeronaves ou soldados.


Ao estabelecer essa zona de vigilância e combate automatizado, a aliança busca neutralizar a capacidade de mobilização e avanços territoriais atribuída à Rússia.

Esta camada de defesa opera em conjunto com armamentos convencionais, como tanques Leopard 2, M1 Abrams e caças F-35, que permanecem como a base da defesa da Otan.


A função da rede é detectar e retardar o oponente antes que as forças terrestres entrem em contato direto, permitindo que as tropas preservem sua capacidade para o momento de decisão. O modelo reduz o intervalo entre a localização de um alvo e a resposta militar, substituindo análises manuais em centros de comando por sistemas de processamento de dados em tempo real.

A integração de tecnologias permite que informações de drones sejam comparadas com imagens de satélite e sensores terrestres para a seleção de armas conforme o alcance e o tipo de alvo.

Com o emprego de sistemas autônomos para absorver o confronto inicial, a Otan projeta manter suas formações de combate enquanto anula a vantagem russa de mobilização de tropas e velocidade de avanço.

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