Como a Otan usa IA para erguer uma nova ‘cortina de ferro’ contra a Rússia
Essa camada de defesa busca identificar e conter movimentos militares antes que ocorra a penetração no território da aliança
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Otan (Organização Do Tratado Do Atlântico Norte) está implementando ao longo de seu flanco leste uma rede digital composta por sensores, drones, satélites e IA (inteligência artificial), estabelecendo uma nova “cortina de ferro” tecnológica. O sistema, denominado EFDI (Iniciativa de Dissuasão do Flanco Oriental), monitora a fronteira que se estende da Finlândia à Romênia, incluindo limites com a Rússia e Belarus.
Essa estrutura funciona como uma camada de defesa que busca identificar e conter movimentos militares antes que ocorra a penetração no território da aliança, operando sob a lógica da dissuasão por negação, segundo informações da Business Insider.
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Diferente da estratégia de décadas anteriores, focada em retomar território, a configuração atual utiliza a IA para o processamento de dados em tempo real. O Maven Smart System, sistema de IA que atua especificamente como o “cérebro” da EFDI, funciona como o centro de processamento de informações coletadas por nações-membros. Esses dados permitem que comandantes visualizem o campo de batalha e decidam sobre o uso de armas contra alvos detectados de maneira imediata, seguindo o princípio de observar, decidir e atacar antes do adversário.
A arquitetura é descrita em documentos como uma rede de eliminação, uma estrutura distribuída em que a falha de um sensor é compensada por outros pontos do sistema. Esta rede integra tecnologias de empresas de defesa para conectar sensores a sistemas de ataque, como artilharia e drones interceptores.
O plano estabelece que sistemas não tripulados e autônomos, como robôs terrestres e drones de ataque, formem a linha de confronto inicial, enfrentando o impacto de um ataque para preservar o poder de combate de tropas e veículos blindados.
O desenvolvimento desta estratégia incorpora observações do conflito na Ucrânia, onde o uso de sensores e drones demonstrou efeitos contra forças em escala. Segundo porta-vozes militares, a iniciativa fornece tempo para a tomada de decisões, sem eliminar a necessidade de tanques, aeronaves ou soldados.
Ao estabelecer essa zona de vigilância e combate automatizado, a aliança busca neutralizar a capacidade de mobilização e avanços territoriais atribuída à Rússia.
Esta camada de defesa opera em conjunto com armamentos convencionais, como tanques Leopard 2, M1 Abrams e caças F-35, que permanecem como a base da defesa da Otan.
A função da rede é detectar e retardar o oponente antes que as forças terrestres entrem em contato direto, permitindo que as tropas preservem sua capacidade para o momento de decisão. O modelo reduz o intervalo entre a localização de um alvo e a resposta militar, substituindo análises manuais em centros de comando por sistemas de processamento de dados em tempo real.
A integração de tecnologias permite que informações de drones sejam comparadas com imagens de satélite e sensores terrestres para a seleção de armas conforme o alcance e o tipo de alvo.
Com o emprego de sistemas autônomos para absorver o confronto inicial, a Otan projeta manter suas formações de combate enquanto anula a vantagem russa de mobilização de tropas e velocidade de avanço.
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