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Como a Ucrânia usa IA para derrubar drones da Rússia na guerra

Segundo jornal americano, automação é vista como uma forma de compensar efetivos e ampliar a capacidade de defesa aérea

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia utiliza inteligência artificial para defender-se contra drones russos Shahed.
  • Drones interceptadores com IA, como o P1-Sun Long, estão sendo testados e usados para neutralizar alvos aéreos.
  • O avanço tecnológico inclui veículos terrestres e sistemas de mira automáticos, mas ainda requer autorização humana para ataques.
  • Especialistas alertam sobre os riscos de armas autônomas, enquanto o presidente Zelensky reconhece desafios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Drone P1-Sun Long usa IA para identificar alvo e auxiliar na perseguição Divulgação/Magyar Birds

A Ucrânia está recorrendo à inteligência artificial para reforçar sua defesa contra os drones russos do tipo Shahed, usados em ataques frequentes contra cidades e infraestrutura do país.

Segundo reportagem do jornal americano The New York Times, empresas ucranianas já estão testando e empregando drones interceptadores equipados com sistemas de IA capazes de localizar, rastrear e auxiliar na neutralização desses alvos aéreos.


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Um dos exemplos é o P1-Sun Long, desenvolvido pela fabricante ucraniana SkyFall. Durante uma demonstração acompanhada pelo The New York Times, o equipamento foi lançado para interceptar uma réplica de um drone Shahed em uma área florestal no centro da Ucrânia. O sistema utiliza inteligência artificial para identificar o alvo mais rapidamente do que um operador humano e auxiliar na fase final da perseguição.

De acordo com a reportagem, a tecnologia faz parte de uma nova geração de armas baseadas em IA que vêm sendo desenvolvidas a partir da enorme quantidade de dados produzidos ao longo da guerra. Além dos drones interceptadores, os avanços incluem veículos terrestres não tripulados e sistemas de mira automática capazes de reconhecer equipamentos militares e outros alvos em campo de batalha.


Embora os sistemas estejam cada vez mais sofisticados, autoridades ucranianas afirmam que eles continuam sob controle humano. Atualmente, operadores ainda precisam autorizar ataques e confirmar o engajamento dos alvos antes da ação final.

A SkyFall afirma que seus interceptadores com assistência de inteligência artificial já realizaram dezenas de missões contra drones do tipo Shahed desde o fim de 2025. O sistema foi treinado com mais de 10 mil vídeos de interceptações reais, permitindo que a tecnologia reconheça com maior precisão as características dessas aeronaves.


Segundo o The New York Times, a crescente automação é vista por Kiev como uma forma de compensar a escassez de efetivos e ampliar a capacidade de defesa aérea do país. Ao mesmo tempo, especialistas e organizações de direitos humanos alertam para os riscos do avanço de armas cada vez mais autônomas, que podem tomar decisões de combate com intervenção humana reduzida.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também reconheceu os desafios trazidos pela tecnologia. Em declarações citadas pelo jornal americano, ele afirmou que é apenas uma questão de tempo até que drones passem a combater outros drones, atacar infraestruturas e identificar alvos de forma cada vez mais independente.

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