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Comunidade internacional vê fim do conflito no Mali e discute futuro do país

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 5 fev (EFE).- A comunidade internacional começou a discutir nesta terça-feira fórmulas para garantir a paz e a estabilidade no Mali em longo prazo, uma vez que se aproxima o fim da operação militar para libertar o norte do país do controle dos grupos jihadistas. "A fase de libertação do território está perto de seu fim; agora temos que olhar além", afirmou o presidente da comissão da Comunidade Econômica para os Estados de África Ocidental (Cedeao), Kadre Desire Ouedraogo, no final de uma reunião internacional realizada em Bruxelas. No evento, a Cedeao, a União Africana (UA), a União Europeia (UE) e a ONU começaram a planejar o que será feito após a derrota dos terroristas no campo de batalha e a saída das forças francesas. Entre as opções, existe a possibilidade de se transformar a missão africana AFISMA, cujo objetivo inicial era ajudar Bamaco a recuperar o controle de seu território, em uma "força de paz das Nações Unidas", uma vez que sua meta original já foi praticamente atingida. O ministro do Desenvolvimento da França, Pascal Canfin, garantiu que todos os atores relevantes respaldam essa ideia, mas deixou claro que será um movimento "em médio prazo". Por parte da ONU, o subsecretário-geral para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, afirmou que a primeira coisa a se fazer será analisar se esse é o caminho "mais efetivo" para responder às necessidades do Mali e lembrou que a mudança de funções da AFISMA necessitará do respaldo do Conselho de Segurança. O governo francês insistiu que continuará com suas operações militares até que "a totalidade do território malinês esteja livre dos terroristas". Além dos aspectos militares, a comunidade internacional respaldou em Bruxelas o "roteiro" proposto pelas autoridades malinesas para devolver a ordem constitucional ao país e reiterou sua disposição em apoiar esses trabalhos. Esse respaldo incluirá uma via econômica com a recuperação da ajuda ao desenvolvimento suspensa em resposta ao golpe de Estado do ano passado. Segundo o ministro das Relações Exteriores malinês, Tiéman Hubert Coulibaly, Bamaco vai seguir o "roteiro", que culminará com a realização de eleições, "o mais rápido possível" e "sem atrasos". EFE mvs/rpr (Foto)

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