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Conflitos entre rebeldes na Síria já mataram mais de mil, diz observatório

Internacional|Do R7

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BEIRUTE, 16 Jan (Reuters) - Mais de mil pessoas morreram em duas semanas de confrontos entre militantes ligados à Al Qaeda na Síria e rivais rebeldes, disse um grupo de monitoramento nesta quinta-feira, de longe o mais sangrento conflito interno desde o início da revolta.

O levante contra o presidente Bashar al-Assad evoluiu para uma guerra civil após uma repressão contra protestos pacíficos e agora mobiliza vários grupos contrários ao governo e, cada vez mais, conflituosos entre si.


O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo oposicionista de monitoramento, afirmou que 1.069 pessoas foram mortas em confrontos e execuções desde que o combate entre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ligado à Al Qaeda, e rivais de forças rebeldes de Alepo, iniciado no início deste mês.

A conta inclui 130 civis, 21 dos quais executados pela EIIL em um hospital pediátrico que servia como base para o grupo na cidade de Alepo, segundo o Observatório.


Outras 608 pessoas mortas era combatentes de grupos islamitas e outros grupos menos ideologicamente marcados, que se juntaram às forças que enfrentam o EIIL.

Combatentes da afiliada da Al Qaeda contabilizaram 312 mortos e os 19 restantes não foram identificados, disse o Observatório.


Uma miríade de grupos rebeldes, incluindo uma aliança conhecida como Frente Islâmica, que reúne algumas das facções insurgentes mais poderosas da Síria, tem tentado expulsar o EIIL, também presente no Iraque.

A impopularidade do EIIL tem aumentado entre os sírios por causa dos sequestros e assassinatos de oponentes e seu objetivo de impor sua própria interpretação rígida da lei islâmica. O grupo também provocou a ira de outros rebeldes ao tomar território de insurgentes rivais.


Os combates tem reduzido as fileiras rebeldes e forças do governo recuperaram território em torno de Alepo, mas teve aparentemente um impacto limitado sobre a dinâmica geral da guerra, que permanece amplamente equilibrada.

Combatentes do EIIL conseguiram recapturar a maior parte da província de Raqqa, no norte do país, e outras áreas da província de Alepo, que haviam sido perdidas no início da ofensiva rebelde.

Os confrontos internos à oposição tem afetado as principais regiões sob controle rebelde. As províncias centrais de Homs e Hama registraram alguns confrontos, mas o grosso dos embates acontecem nas províncias no norte e leste de Alepo, Raqqa, Idlib e Deir al-Zor.

(Reportagem de Alexander Dziadosz)

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