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Conselho de Segurança da ONU vê trégua na Síria com ceticismo

Até agora, cessar-fogo interrompeu a campanha de ataques aéreos do governo sírio e dos aliados russos, mas ainda houve combates esporádicos

Internacional|Da EFE

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Mesmo com trégua, região síria ainda teve confrontos
Mesmo com trégua, região síria ainda teve confrontos

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta sexta-feira (7), de portas fechadas, para discutir o cessar-fogo anunciado na província síria de Idlib, iniciativa que despertou o ceticismo em vários membros, principalmente ocidentais.

A embaixadora britânica na ONU, Karen Pierce, disse que o acordo alcançado entre Rússia - aliada de Damasco - e Turquia - que apoia a oposição da Síria - é "potencialmente útil", mas frisou que ainda é uma incógnita.


"Há muitas perguntas sobre como funcionará na prática, quem irá monitorá-lo, o que acontece no oeste de Aleppo e, sobretudo, se o governo sírio aceitou e cumprirá", disse Pierce aos repórteres.

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Na mesma linha, o representante da Alemanha, Christoph Heusgen, disse que o país está pronto para apoiar a cessação das hostilidades, mas enfatizou que quer ver como isso funcionará.


"Precisamos de um cessar-fogo que seja real", declarou o diplomata.

A Rússia, que solicitou a reunião para informar os demais membros sobre o pacto concluído no dia anterior em Moscou, lamentou que o Conselho de Segurança não tenha podido emitir uma declaração comum elogiando o acordo, algo que o embaixador russo, Vasily Nebenzya, atribuiu à recusa de "uma delegação".


De acordo com fontes diplomáticas, os Estados Unidos foram o país que se opôs à proposta russa, que precisava de apoio unânime.

Até agora, o cessar-fogo interrompeu a campanha de ataques aéreos do governo sírio e dos aliados russos, mas ainda houve combates esporádicos.

Questionado sobre o fato, Nebenzya disse esperar que estes acontecimentos acabem logo e argumentou que, em geral, a trégua está sendo respeitada. No entanto, enfatizou que o acordo continua a permitir operações contra grupos terroristas, que segundo Damasco e Moscou dominam a maior parte de Idlib, o último reduto rebelde.

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