Coreia do Norte reforça fronteira para evitar deserções, segundo Seul
Internacional|Do R7
Seul, 26 dez (EFE).- A Coreia do Norte endureceu os controles fronteiriços para evitar a fuga de seus cidadãos desde a recente execução de Jang Song-thaek, tio do líder Kim Jong-un e ex-número dois do regime, segundo fontes do governo sul-coreano. Os guardas norte-coreanos encarregados de vigiar a longa fronteira de mais de 1.400 quilômetros que separa o país da China se puseram em alerta máximo para deter todos que tentarem escapar, informou nesta quinta-feira a agência sul-coreana "Yonhap", que cita um alto funcionário de Seul. A fonte também assegurou que Pyongyang também enviou seus agentes à China para que cooperem com as autoridades locais na hora de detectar os norte-coreanos que tenham desertado e enviá-los outra vez a seu país. O suposto novo reforço da vigilância fronteiriça por parte da Coreia do Norte acontece depois da execução de Jang Song-thaek, um inesperado acontecimento que representou a maior mudança política no Estado comunista desde a morte de Kim Jong-il há pouco mais de dois anos. As autoridades da Coreia do Sul acham que a execução de Jang, anunciada no último dia 13, pode ter gerado instabilidade política no seio do regime de Kim Jong-un, embora o extremo hermetismo de Pyongyang torne difícil comprovar esta possibilidade. Neste sentido, a Coreia do Norte poderia ter reforçado os controles fronteiriços para evitar que a crise política se traduza em fugas maciças de seus cidadãos golpeados pela fome e repressão. Milhares de norte-coreanos tentam fugir cada ano à mais próspera Coreia do Sul e para isso empreendem um longo périplo de milhares de quilômetros que começa atravessando a fronteira rumo à China. Os desertores devem evitar os controles policiais da China - que não reconhece seu status de refugiados e os repatria - e percorrer milhares de quilômetros até alcançar um terceiro país, geralmente Tailândia ou Laos, onde pedem asilo na embaixada sul-coreana, que tramita sua viagem a Seul. Mais de 26 mil norte-coreanos conseguiram escapar de seu país nas últimas seis décadas e instalar-se na Coreia do Sul. EFE aaf/rsd












