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Coreia do Norte volta a negar responsabilidade por ataque hacker contra Sony

Porta-voz coreano pediu que os Estados unidos provem qualquer acusação ao País asiático

Internacional|Do R7

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"A Entrevista" estreou no último dia 25
"A Entrevista" estreou no último dia 25

A Coreia do Norte voltou a negar neste sábado (27) sua participação no ataque cibernético contra os estúdios da Sony Pictures por causa do filme A Entrevista, um dia após a estreia do longa-metragem nos Estados Unidos, enquanto sites norte-coreanos continuam sofrendo com problemas de conexão.

"Mais uma vez, queremos deixar claro que a Coreia do Norte não tem nada a ver com os ataques de hackers contra a Sony Pictures", declarou um porta-voz da Comissão Nacional de Defesa de Pyongyang em um comunicado divulgado neste sábado pela agência estatal de notícias, KCNA.


— Se os Estados Unidos querem continuar colocando a culpa em nós, deveriam oferecer provas o mais rápido possível. E, se não, poderiam realizar uma investigação com a nossa colaboração.

"O que aconteceria se alguém fizesse um filme sobre ataques terroristas ou incentivando o assassinato de Barack Obama? Os EUA continuariam defendendo a liberdade de expressão?", questionou o porta-voz, que também acusou o presidente americano de promover a estreia do filme. Além disso, os sites dos principais meios da imprensa estatal norte-coreana continuaram sofrendo quedas intermitentes pelo quinto dia consecutivo, sem que Pyongyang se pronunciasse sobre a origem desses problemas.


Na Ásia, "A Entrevista" é assistido ilegalmente online e recebe duras críticas

O polêmico filme, uma comédia sobre um complô americano para assassinar o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, estreou na quinta-feira (25), dia de Natal, em 300 salas de cinemas independentes dos EUA e arrecadou quase US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões).


No último dia 24 de novembro, a Sony Pictures sofreu um ataque cibernético que o governo dos EUA atribui à Coreia do Norte e teria sido justamente uma resposta ao lançamento de A Entrevista. Um grupo chamado Guardiães da Paz assumiu o ataque, advertiu que semearia o terror nos cinemas que exibissem o filme e comparou seu plano com os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

Ingressos para A Entrevista se esgotam em cinemas dos EUA

Depois que as principais salas de cinema do País se recusaram a exibir o filme por temor de que pudessem sofrer um ato terrorista, a Sony Pictures anunciou no último dia 17 o cancelamento da estreia de A Entrevista, prevista para 25 de dezembro, mas depois voltou atrás e o filme foi finalmente exibido em salas independentes. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou nesta terça-feira (23) a decisão da Sony de autorizar a exibição do filme, após ter considerado dias antes que o cancelamento de sua estreia era "um erro".

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