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Coreias seguem sem acordo para reabrir Kaesong após 6 encontros

Internacional|Do R7

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Seul, 25 jul (EFE).- Delegados da Coreia do Norte e Coreia do Sul novamente não chegaram nesta quinta-feira a um acordo em seu sexto encontro deste mês voltado a reabrir o complexo industrial de Kaesong, informou o Ministério da Unificação de Seul. Nessa última reunião, os representantes de ambas as partes nem sequer conseguiram entrar em acordo sobre dar continuidade às conversas, por isso o diálogo sobre a abertura de Kaesong pode ter se enfraquecido, informou a agência sul-coreana "Yonhap". O veículo também afirmou que os delegados de Pyongyang advertiram a seus interlocutores de Seul que o exército norte-coreano poderia ocupar o polígono industrial conjunto, situado em seu território. Além disso, o chefe da delegação da Coreia do Norte culpou o Sul pelo fracasso em chegar a um acordo após seis rodadas de negociação, segundo a "Yonhap". Nas cinco reuniões anteriores, realizadas nos dias 6, 10, 15, 17 e 22 de julho, os representantes das duas Coreias também não conseguiram superar suas diferenças e as negociações permaneciam estagnadas. A Coreia do Sul exigiu ao Norte em todos os encontros medidas de salvaguarda para prevenir um novo fechamento unilateral como o produzido em abril passado, quando Pyongyang retirou seus 54 mil trabalhadores como parte de uma intensa campanha de hostilidades em plena etapa de tensão. Seul sustenta, ainda, que, para reabrir o polígono, o regime de Kim Jong-un deve criar um marco institucional para proteger as empresas e internacionalizar o complexo a fim de que empresas de outros países invistam, o que daria maiores garantias aos empresários. Por sua vez, a Coreia do Norte exigiu até agora a reabertura do parque industrial conjunto de Kaesong o mais rápido possível e sem condições prévias impostas pelo Sul. O fechamento de Kaesong causou até agora prejuízos no valor de mais de US$ 900 milhões para as companhias sul-coreanas, segundo cálculos dos empresários, enquanto o regime norte-coreano deixou de receber vários milhões de dólares em deduções dos salários de seus operários. O complexo, que atuou de maneira quase ininterrupta desde sua abertura em 2005 até seu fechamento em abril, empregava cerca de 53 mil operários norte-coreanos que por salários de cerca de R$ 384 ao mês fabricavam produtos para 123 empresas do Sul. EFE aaf/tr (foto)

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