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Corpo de oficial nazista aguarda em aeroporto militar romano

Internacional|Do R7

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Roma, 16 out (EFE).- O corpo do criminoso de guerra e oficial alemão nazista Erich Priebke está no aeroporto militar de Pratica di Mare, no litoral de Roma, para onde foi transferido ontem, terça-feira, à noite à espera de que se tome uma decisão sobre seu destino final, após a polêmica que provocou seu funeral público. As autoridades de Roma decidiram transferir o caixão com o corpo de Priebke, que morreu na última sexta-feira aos 100 anos, a esse aeroporto para evitar possíveis novos incidentes como os que aconteceram ontem na cidade de Albano Laziale, após anunciar-se seu funeral. Os enfrentamentos se produziram entre um grupo de manifestantes que protestavam contra o funeral do criminoso de guerra e membros de grupos da extrema-direita italiana. Os incidentes obrigaram a suspender os funerais que seriam celebrados em uma igreja da Fraternidade São Pio X, conhecidos também como lefevbrianos. O prefeito de Roma, Giuseppe Pecoraro, explicou hoje que está esperando ordens para que "a situação se resolva". Os veículos de imprensa italianos explicaram hoje que estão sendo mantidos contatos com a Alemanha para a possível repatriação do cadáver, mas ainda não há nada a respeito. Priebke foi um dos responsáveis pela morte de 335 italianos e 75 judeus, que foram fuzilados pelos nazistas no Massacre das Fossas Ardeatinas em 24 de março de 1944 em represália pela morte, no dia anterior, de 33 soldados alemães em um atentado na Via Rasella, em Roma. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Priebke foi internado em um campo britânico de prisioneiros de guerra, do qual fugiu em 1946 para a Argentina. No país sul-americano permaneceu até ser descoberto em 1994, o que supôs sua extradição à Itália, onde permanecia em prisão domiciliar. A Argentina, onde vivem os filhos de Priebke, também se mostrou contrária à repatriação do cadáver do oficial nazista. A comunidade judaica se sentiu indignada quando o advogado do alemão divulgou o testamento do oficial nazista em que afirmava que ele "nunca renegou de seu passado" e considerava o Holocausto uma "propaganda". EFE ccg/tr

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