Cruz Vermelha pede 32 milhões de euros para ajuda a desabrigados no Nepal
Internacional|Do R7
Genebra, 27 abr (EFE).- A Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) apresentou nesta segunda-feira, em Genebra, um pedido extraordinário de 32 milhões de euros para oferecer ajuda a 75 mil desabrigados pelo terremoto que atingiu o Nepal no sábado. Esses recursos serão destinados ao que se refere à sobrevivência, como abrigos temporários e utensílios domésticos de primeira necessidade. A verba também permitirá que sejam realizados enterros dignos, que se restabeleça a comunicação entre famílias separadas pelo desastre natural e proporcione ajuda psicológica às vítimas. "É um desastre enorme e ainda temos que entender a magnitude de seu impacto. Nosso pedido reflete a situação como a entendemos hoje, mas será ajustado conforme recebamos informação de zonas remotas", explicou o presidente da FICV, Elhadj As Sy. A Federação, que reúne 189 sociedades nacionais da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho, informou que mais de 1.500 voluntários e 300 funcionários da Cruz Vermelha nepalesa trabalham contra o tempo no resgate de mortos e feridos, em primeiros socorros e no atendimento às vítimas. As autoridades do Nepal elevaram para quase quatro mil o número de mortos no terremoto. Há o receio de que, ao término da apuração de vítimas, o impacto desse terremoto seja pior que o ocorrido em 1934, quando 8.500 mortes foram registradas. Após 48 horas do desastre, as organizações humanitárias consideram como grande preocupação saber a situação das áreas povoadas mais próximas ao epicentro, a cerca de 80 quilômetros de Katmandu e com difícil acesso. A FICV aprovou o envio de sete unidades de resposta a emergências que devem chegar nesta semana ao Nepal. Além de profissionais, serão enviados um hospital de instalação rápida, duas unidades de atendimento médico básico, duas equipes de logística e uma unidade de telecomunicações. "Estamos utilizando nossos recursos globais para apoiar a Cruz Vermelha nepalesa e garantir que a reposta ao desastre seja a mais efetiva possível", disse o chefe da Federação em entrevista coletiva. EFE is/vnm









