Cuba considera justa a decisão de Obama de excluir ilha de lista terrorista
Internacional|Do R7
Havana, 14 abr (EFE).- O governo de Cuba reconheceu nesta terça-feira "a justa decisão" do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de excluir a ilha da lista de países patrocinadores do terrorismo, na qual "nunca deveria ter sido incluída". "Nosso país foi vítima de centenas de atos terroristas, que custaram a vida de 3.478 pessoas e incapacitaram 2.099 cidadãos cubanos", lembrou a declaração oficial lida na televisão oficial e assinada pela diretora geral para os Estados Unidos da Chancelaria cubana, Josefina Vidal. Nessa declaração, Cuba rejeita e condena "todos os atos de terrorismo em todas suas formas e manifestações, assim como qualquer ação que tenha por objetivo encorajar, apoiar, financiar ou encobrir atos terroristas". Obama avisou nesta terça-feira ao Congresso dos EUA de sua intenção de retirar Cuba dessa relação, em que o país caribenho entrou em 1982 e que significa a imposição de sanções. O Congresso americano tem agora 45 dias para estudar o aviso de Obama e, caso não haja acordo, pode apresentar um projeto de lei para tentar revogar a decisão presidencial. Cuba sempre criticou sua inclusão nessa lista por considerá-la injusta e injustificada, e essa reivindicação foi um dos temas que esteve na mesa durante as rodadas de negociação mantidas em Havana e Washington, além de ter condicionado sua exclusão à abertura de embaixadas. A saída da ilha dessa lista pode aplanar o caminho para a restauração das relações diplomáticas dos dois países. Caso entre em vigor, a retirada de Cuba da lista representará a eliminação de uma série de sanções, como a proibição da venda de armas, de ajuda econômica e de transações financeiras. A decisão também ajudaria a desbloquear a situação do Escritório de Interesses de Havana em Washington, que há mais de um ano não dispõe de serviços bancários nos Estados Unidos, o que afeta seu funcionamento. EFE sam/cd








