Dalai Lama chega ao Japão para participar de conferências e seminários
Internacional|Do R7
Tóquio, 15 nov (EFE).- O líder espiritual dos tibetanos, o Dalai Lama, chegou nesta sexta-feira ao Japão para iniciar sua 19ª viagem neste país, em uma visita na qual participará de conferências e colóquios em diversas cidades. O Prêmio Nobel da Paz em 1989 e 14º Dalai Lama chegou procedente da Índia e permanecerá no Japão até 26 de novembro, segundo a agenda divulgada pela delegação do líder espiritual. As atividades do Dalai Lama no Japão começarão no próximo domingo, dia 17, em Tóquio, onde participará do colóquio "Universo, Vida e Educação" no Hotel Okura, junto com um grupo de cientistas japoneses. Depois irá até Shizuoka, no centro do país, onde oferecerá na quinta-feira (21) uma conferência sobre o processo de paz no século XXI. No dia 23, viajará até a cidade de Kyoto para falar sobre arte e cultura na Universidade de Seika, segundo a agenda oficial. Além disso, o Dalai Lama se encontrará com a escritora japonesa Banana Yoshimoto em Kyoto para participar de uma conversa sobre religião e arte. O líder tibetano voltará de novo a Tóquio para oferecer uma conferência sobre filosofia budista no dia 25 de novembro, e no dia seguinte retornará à Índia. Ontem, em entrevista publicada pela agência "Kyodo" por ocasião de sua visita ao Japão, o Dalai Lama voltou a oferecer palavras de ânimo para as vítimas do tsunami de 2011, uma região que visitou pessoalmente após a tragédia, e pediu que os cidadãos mantenham sua forte determinação para concluir a reconstrução. Na entrevista, o religioso aproveitou também para assegurar que considera que, sob a batuta do presidente Xi Jinping e do primeiro-ministro Li Keqiang, a China parece agora mais receptiva a entender a causa tibetana, o que está fazendo com que a "linha dura" do governo fique "cada vez mais isolada". Em relação ao aumento do número de casos de imolações por parte de jovens tibetanos, Dalai Lama disse à "Kyodo" que espera que, ao invés de culpá-los por esses incidentes, a administração chinesa deveria investigar as causas de cada imolação, já que os que a cometem vivem em uma "situação insustentável". EFE jpf/rpr














