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Damasco convidou Carla del Ponte para fazer visita pessoal à Síria

Internacional|Do R7

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Genebra, 16 set (EFE).- A jurista suíça Carla del Ponte, membro da comissão investigadora da ONU para a Síria, confirmou nesta segunda-feira que o Governo de Damasco a convidou de maneira pessoal para visitar o país, mas que esta proposta não se estende ao resto da equipe. Del Ponte indicou que se reuniu há poucos dias com o embaixador sírio perante a ONU em Genebra para dizer que, se as forças governamentais não utilizam armas químicas, "é o momento de convidar a comissão completa para investigar isto, já que temos jurisdição para isso". Em entrevista coletiva em Genebra, o presidente da comissão, Sergio Pinheiro, explicou que Del Ponte recebeu um convite a "título pessoal para visitar a Síria". A comissão então fez com que a jurista transmitisse dias depois, durante uma reunião pessoal, ao representante do Governo sírio em Genebra que "era preferível convidar todos os membros, pelo menos também o presidente". O embaixador sírio recebeu essa mensagem e afirmou que realizaria as consultas correspondentes com Damasco, acrescentou Pinheiro. "Não posso ir a título pessoal porque sou membro da comissão", disse aos jornalistas. Pinheiro, que visitou a Síria em junho do ano passado após receber um convite também a título pessoal, sustentou que depois foi convidado mais vezes sob as mesmas condições pelo regime sírio, mas preferiu rejeitar. "Fui convidado mais vezes, mas disse que ia como presidente de comissão, não como um turista do Brasil (seu país de origem)", especificou. Ser membro da comissão investigadora, insistiu, "não é como uma jaqueta que um coloca e outro tira". Além disso, Pinheiro esclareceu que a noção de "capacidade pessoal" não existe no direito internacional, embora tenha considerado que a mudança de atitude do regime sírio de abrir a porta para uma possível visita de Del Ponte é "positivo". A comissão, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU há dois anos, não foi autorizada a visitar Síria, apesar de seus insistentes pedidos, públicos e privados, neste sentido. EFE is/ff

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