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Depoimentos sobre Odebrecht no Peru prosseguem em Curitiba

Segundo promotor, ex-responsável por consórcio liderado pela empreiteira no Peru forneceu informações 'esclarecedoras' nesta terça (19)

Internacional|da EFE

Testemunha detalhou operações da Odebrecht no Peru
Testemunha detalhou operações da Odebrecht no Peru Testemunha detalhou operações da Odebrecht no Peru

Sérgio Nogueira, ex-secretário da Conirsa, consórcio integrado pela Odebrecht e outras empresas, ofereceu informação "esclarecedora" aos promotores peruanos durante seu interrogatório em Curitiba, segundo afirmaram os próprios profissionais.

"Não posso revelar as declarações que deu. Logicamente o grupo que estava presente se encontra satisfeito pelo que falou, houve coisas esclarecedoras, que não se sabiam e sei que para os promotores do caso vai servir muito", disse aos jornalistas o promotor peruano Germán Juárez.

Leia mais: Odebrecht fecha acordo de colaboração com governo do Peru

O interrogatório de Nogueira foi dirigido pelo promotor adjunto a José Domingo Pérez, Walter Villanueva, e era esperado que fosse abordado o caso Westfield, o projeto da estrada Interoceânica e o metrô de Lima, entre outros.

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Nogueira protagonizou o segundo dia de interrogatórios realizados por promotores do equipe especial do caso Lava Jato no Peru que viajaram até o Brasil.

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Até março, os promotores peruanos tomarão os depoimentos de vários ex-executivos da Odebrecht, entre eles o do ex-diretor da companhia no Peru, Jorge Barata.

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O caso Odebrecht abrange no Peru os subornos que a empresa admitiu ter pagado entre 2005 e 2014 em troca da adjudicação de milionários contratos em obras públicas, além das doações irregulares para financiar as campanhas dos principais líderes políticos.

Há quatro ex-presidentes envolvidos - Alejandro Toledo, Alan García, Ollanta Humala e Pedro Pablo Kuczynski -, assim como a líder opositora Keiko Fujimori, perdedora das duas últimas eleições presidenciais e que atualmente está em prisão preventiva.

Na sexta-feira passada, os promotores peruanos assinaram no Consulado Geral do Peru de São Paulo um compromisso por meio do qual a Odebrecht se dispôs a entregar documentos "valiosos" e a pagar US$ 182 milhões (cerca de R$ 677 milhões) pelos subornos realizados.

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