‘Ataques são evidentemente sobre civis’, diz pesquisador sobre novos bombardeios russos
Pelo menos 18 pessoas morreram na recente ofensiva de Moscou
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As últimas explosões russas mataram cerca de 18 ucranianos e mais de 100 ficaram feridos, consolidando este como um dos maiores ataques desde o início do conflito no Leste Europeu.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, o país enfrentou durante essa madrugada aproximadamente 73 mísseis e mais de 660 drones, deixando prédios residenciais em diferentes regiões danificados, carros incendiados e áreas inteiras cobertas por destroços. Na cidade de Dnipro, por exemplo, parte de um edifício desabou após um dos bombardeios.
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Os ataques russos aconteceram dias depois do alerta do presidente Volodymyr Zelensky sobre os preparativos da Rússia para uma nova ofensiva em grande escala. Apesar dos números já contestados, as autoridades ucranianas afirmaram que as buscas por feridos ainda permanecem e que o registro atual pode vir a aumentar.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de Relações Internacionais e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin explica que não é novidade que os bombardeios russos atinjam áreas civis da Ucrânia.
“Os dois lados têm alegações que estão mirando alvos militares, mas o que nós sabemos de fato é que há quase cinco anos a Rússia atinge infraestrutura civil, matando inocentes, sem que isso tenha influência na linha de frente. Enquanto isso, a Ucrânia mira em instalações de óleo, petróleo e gás da Rússia, o que eventualmente tem efeitos colaterais e também atinge civis”, argumenta.
Brustolin ainda aponta como o conflito no Oriente Médio está interferindo na ajuda dos Estados Unidos à Ucrânia no campo de batalha.
“O Zelensky tem pedido mais defesa antiaérea para os Estados Unidos, mais mísseis Patriot. E os mísseis Patriot foram usados, sobretudo, na guerra contra o Irã. Os EUA usaram, em quatro dias, mais de 800 mísseis Patriot contra o Irã, o que foi mais do que a Ucrânia usou de Patriots ao longo de cinco anos de guerra. Então, esses estoques estão em falta”.
Diante do cenário, segundo o especialista, a Ucrânia estaria conseguindo avanços com mísseis ofensivos, não defensivos.
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