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Deputados da UE voltam dos EUA sem tirar dúvidas sobre espionagem

Internacional|Do R7

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Washington, 30 out (EFE).- A delegação do Parlamento Europeu retornou nesta quarta-feira a Bruxelas sem sanar suas dúvidas sobre os programas de espionagem em massa da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, após a visita de três dias em que se reuniram com funcionários e congressistas em Washington. "Temos mais informação, mas não temos respostas claras sobre se houve espionagem indiscriminada e em massa a cidadãos europeus. Não temos estas respostas", afirmou o eurodeputado espanhol Salvador Sedou, após a entrevista coletiva realizada na sede da UE na capital americana. Sedou é um dos membros do Comitê de Liberdades Civis, Justiça e Assuntos de Interior do Parlamento Europeu, que junto ao de Relações Exteriores participaram de diversas reuniões com legisladores e altos cargos dos Departamentos de Estado, Tesouro e Segurança Nacional dos EUA. Em uma linha similar se expressou o eurodeputado britânico Claude Moraes que, como presidente do Comitê, foi um dos que se encontrou ontem com o general Keith Alexander, diretor da NSA. "Na reunião com Alexander nos deram dados, mas não especificações em detalhe sobre os programas", explicou Moraes. A delegação apresentará os resultados da investigação em fevereiro no Parlamento Europeu. A visita, prevista em um primeiro momento para analisar regras de homogeneização da proteção de dados, se centrou nas revelações de espionagem em massa pela da NSA a milhões de cidadãos europeus, especialmente na Espanha e na França. Ontem, Alexander, em um comparecimento no Senado, tratou as revelações de espionagem como "falsas" e afirmou que a recopilação de dados foi feita em colaboração com os serviços de inteligência europeus. O eurodeputado Sedou reconheceu aos jornalistas a pouca clareza da situação, e ressaltou: "agora necessitamos também resposta de nossos governos europeus". Mas admitiu ter notado, após as reuniões em diferentes departamentos do governo federal dos EUA, que muitos deles mesmos desconhecem as atividades da NSA. "O que notei é que os diferentes departamentos estão muito fora de jogo sobre as atividades da NSA. São coisas que os afetam e notamos que também os pegou de surpresa", disse Sedou. EFE afs/cd

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