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Desertor sírio tem provas de ataque químico de março, diz oposição

Internacional|Do R7

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ISTAMBUL, Turquia, 3 Set (Reuters) - Um especialista forense com evidências de que o governo da Síria usou armas químicas perto de Aleppo, em março, fugiu para a Turquia, afirmou a oposição síria nesta terça-feira, mas o médico não compareceu a uma entrevista coletiva programada.

Os Estados Unidos estão considerando realizar uma ação militar em retaliação a um suposto ataque com armas químicas perto de Damasco no mês passado que matou centenas de pessoas.


A evidência de que forças do governo usaram essas armas químicas no passado poderia ser importante.

A coalizão de oposição síria, sediada em Istambul, disse que o chefe do comitê de medicina forense em Aleppo, Abdeltawwab Shahrour, tornaria público seu depoimento sobre o ataque químico de 19 de março em Khan al-Assal.


Mas Shahrour, que, segundo opositores, estava sob proteção desde que desertou há duas semanas, não apareceu em uma entrevista coletiva planejada pela oposição nesta terça-feira. O porta-voz da coalizão, Khaled Saleh, disse que as preocupações com a segurança o mantiveram afastado, mas que ele aparecerá nos próximos dias.

Autoridades turcas não estavam imediatamente disponíveis para confirmar a deserção.


Shahrour tem documentos provando que um ataque com armas químicas ocorreu e relatos de testemunhas oculares das autoridades policiais que contradizem a versão do governo sobre os fatos, disse um segundo opositor.

O ataque de março em Khan al-Assal, na província setentrional de Aleppo, matou mais de duas dezenas de pessoas. Tanto o governo como os rebeldes fizeram acusações mútuas pelo que dizem ter sido um ataque com armas químicas.


A Rússia, que juntamente com o Irã é o principal aliado da Síria e principal fornecedor de armas ao país, afirmou em julho que sua própria análise científica indicou que o ataque havia envolvido o agente nervoso sarin e que provavelmente tinha sido realizado pelos rebeldes.

Ambos os lados negam o uso de armas químicas.

Uma equipe de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) visitou a Síria no mês passado para investigar as alegações sobre o uso de armas químicas naquele país.

Originalmente, o plano dos inspetores era visitar Khan al-Assal, mas eles decidiram se concentrar em um ataque com gás sarin, aparentemente muito maior, que matou centenas de civis nos subúrbios da capital, Damasco, em 21 de agosto.

(Reportagem adicional de Yesim Dikmen)

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