Dez agentes morrem em confrontos com combatentes na Chechênia
Internacional|Do R7
(Atualiza com novos dados) Moscou, 4 dez (EFE).- Dez policiais morreram e 20 ficaram feridos nesta quinta-feira no transcurso de uma operação contra guerrilheiros islamitas no centro de Grozni, capital da Chechênia, informou à "Interfax" uma fonte da Polícia nesta república do Cáucaso Norte da Rússia. Nos confrontos, que se prolongam desde a madrugada, pelo menos sete combatentes armados morreram abatidos pela Polícia após haver se entrincheirado na Casa da Imprensa de Grozni e manter um tiroteio com uma patrulha policial. A operação antiterrorista realizada pelas autoridades chechenas continua neste momento em torno de uma escola da capital, onde foi localizado outro grupo de até nove guerrilheiros. O presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, explicou que a operação começou quando um grupo de combatentes armados que circulavam em três carros pela cidade abriu fogo contra uma patrulha policial que tentou detê-los para comprovar sua documentação. A Polícia chechena, segundo Kadyrov, tinha recebido informação operacional acerca que um grupo de terroristas tinha chegado à cidade para preparar uma série de atentados planejados para o próximo dia 12 de dezembro, Dia da Constituição russa. "Foram tomadas todas as medidas oportunas para frustrar esses planos", assegurou Kadyrov, dizendo que os terroristas chegaram à república vindos de outros territórios da conflituosa região do Cáucaso Norte. Por outro lado, o porta-voz da operação antiterrorista em Grozni desmentiu os rumores que circulam pela cidade acerca de que um grande grupo de guerrilheiros penetrou na capital da república. "Falamos de 10 a 11 combatentes. Tudo o mais é uma mentira descarada e desavergonhada", ressaltou o funcionário. A Chechênia, onde as forças de segurança russas enfrentaram grupos terroristas durante uma década (1999-2009), cedeu às vizinhas Daguestão e Inguchétia a consideração de territórios mais instáveis da Rússia. No entanto, os ativistas dos direitos humanos russos acusam Kadyrov de instaurar um regime policial em seu território. A conflituosa região do Cáucaso Norte, integrada por sete repúblicas da Federação Russa, é palco de frequentes atentados e confrontos armados entre as forças russas e grupos islamitas. EFE aep-vh/ma











