Dia de eleições tem quase 200 mortos no Afeganistão, informa o governo
Atentado contra caminhão que transportava cédulas destruiu oito urnas e deixou três mortos
Internacional|Do R7, com agências internacionais

Quase 200 pessoas, em grande maioria talebans, morreram no sábado (5) durante as eleições presidenciais em conflitos armados por todo o país, informou o Ministério do Interior neste domingo (6).
Embora ontem não tenham sido registrados muitos acidentes, um comunicado do ministério revelou hoje que 176 talebans morreram e outros 75 ficaram feridos em choques com as forças de segurança que protegiam o processo eleitoral.
Durante esses enfrentamentos, também morreram quatro civis e 12 policiais, e foram confiscadas quase cem minas terrestres, segundo a nota oficial.
Além disso, as autoridades detiveram 31 pessoas relacionadas com episódios de fraude. Um porta-voz da Comissão de Queixas Eleitorais, Nauder Musiní, informou o recebimento de quase 1,3 mil queixas, quase todas por telefone.
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O porta-voz detalhou que o processo de recepção de queixas continuará até a meia-noite desta segunda-feira (7) e que na terça-feira (8) as informações serão repassadas à Comissão Eleitoral para que as estude e atue em sequência.
O Afeganistão votou ontem no primeiro turno de eleições nas quais a população deve escolher o substituto do atual chefe de Estado, Hamid Karzai, que está no poder há mais de 12 anos e que venceu as presidenciais de 2004 e 2009 em meio a suspeitas de fraude.
Uma bomba de fabricação caseira explodiu neste domingo no norte do Afeganistão na passagem de um caminhão que transportava cédulas das eleições, matando três pessoas, anunciou a polícia local.
"Uma bomba caseira explodiu na passagem de um caminhão que transportava urnas entre o distrito de Khan Abad e a cidade de Kunduz. A explosão deixou três mortos, um membro da comissão eleitoral independente, um policial e o motorista" do veículo, declarou Sayed Sarwar Hosaini, porta-voz da polícia provincial.
— O caminhão e oito urnas repletas de cédulas foram destruídos.
O chefe da seção local da comissão eleitoral independente, Amir Amza Ahmadzai, confirmou o incidente, mas ressaltou que as cédulas já haviam sido contabilizadas e os resultados registrados antes de seu embarque no caminhão.












