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Dilma completa 6 meses de 2º mandato com apoio mínimo e inflação em alta

Internacional|Do R7

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Eduardo Davis Brasília, 1 jul (EFE).- A presidente Dilma Rousseff completou nesta terça-feira os primeiros seis meses de seu segundo mandato com apenas 9% de aprovação ao seu governo e um índice de inflação próximo disso, o qual reflete o delicado momento político e econômico do país. O crescente descontentamento da sociedade com o segundo mandato da presidente, que começou em 1º de janeiro, foi registrado em uma pesquisa divulgada hoje pelo Ibope. Segundo o Ibope, 21% dos entrevistados consideram este novo mandato "regular" e 68% "ruim ou péssimo". O resultado da pesquisa é parecido com outro divulgado há dez dias pelo Datafolha, que indicou a taxa de aprovação do governo em 10%, e um índice de rejeição de também 68%. O Ibope explicou que dois dos fatores que provocaram esse mal-estar são a inflação e o medo do aumento do desemprego. De fato, a inflação no país está em curva ascendente desde o ano passado e nos primeiros cinco meses de 2015 alcançou uma taxa de 5,34%, com variação anualizada (de maio a maio) de 8,47%. Segundo analistas do mercado financeiro, a inflação será este ano de pelo menos 9%, embora temam que a taxa chegue aos dois dígitos. O mercado de trabalho também registra uma constante deterioração e, segundo dados oficiais, a taxa de desemprego ficou em 6,7% em maio, sua quinta alta consecutiva. Esses dois fatores afetam principalmente as classes mais baixas da sociedade, que concentram a base de apoio a Dilma, reeleita em outubro com 51,64% dos votos. Segundo os analistas, as altas do desemprego e da inflação estão relacionados ao desequilíbrio nas contas públicas em 2014, quando registraram um déficit de cerca de US$ 10,5 bilhões e fecharam em vermelho pela primeira vez em 13 anos. Para enfrentar essa situação, o governo começou a aplicar um severo e impopular programa de ajuste fiscal, que incluiu um duro corte no orçamento deste ano e medidas para aumentar a arrecadação pela via tributária. Nesse complicado cenário, o próprio governo reconheceu que a economia encolherá este ano 1,1%, embora o mercado financeiro estime que a contração do PIB chegue a 1,5%. A popularidade de Dilma também foi minada pelo escândalo de corrupção na Petrobras, que tem perdas no esquema estimadas em US$ 2 bilhões na última década, como concluiu uma auditoria independente contratada pela própria empresa. Tanto o clima político como o econômico geraram uma onda de descontentamento geral e críticas à presidente, que inclusive foi vítima de "fogo amigo". Um dos que exigiu publicamente que o governo "corrija" seu rumo foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, padrinho político de Dilma. Dilma "ganhou as eleições em 26 de outubro e desde então não deu uma só notícia boa ao país", se queixou Lula em um recente evento com líderes religiosos. Ao mal-estar admitido por Lula se soma o de setores do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, onde surgiram vozes dissidentes que puseram em dúvida a manutenção do apoio ao governo. Já a oposição chegou a cogitar pedir o impeachment da presidente ao atribuir à presidente responsabilidade pelo escândalo na Petrobras. EFE ed/cd

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