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Dilma insiste que dificuldades na economia são conjunturais

Internacional|Do R7

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Rio de Janeiro, 12 mar (EFE).- A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira em discurso na inauguração das obras de ampliação do porto do Rio de Janeiro que as dificuldades que a economia sofre são conjunturais e que o ajuste promovido pelo governo para enfrentá-las começará a dar resultados já no final deste ano. "Estamos passando por um momento de dificuldades conjunturais, mas somos um país com uma base sólida", disse. Dilma, que se recusou a aceitar que o Brasil enfrente uma crise econômica, defendeu as medidas de austeridade anunciadas este ano pelo governo e que foram criticadas tanto pela oposição como por alguns setores governistas. A economia brasileira está estagnada e pode sofrer uma contração de 0,7% este ano, segundo as últimas projeções; as contas públicas registraram um déficit histórico ano passado; a inflação anualizada está em 7,7%, seu maior nível em dez anos, e o desemprego começou a crescer nos últimos meses. Para corrigir estas "dificuldades transitórias", o governo anunciou uma série de medidas de austeridade, que incluem o controle de gastos, o aumento de impostos, o encarecimento do crédito e a revisão de alguns benefícios trabalhistas, o que foi criticado inclusive por sindicatos e setores de esquerda aliados de Rousseff. A presidente atribuiu os problemas do país à crise econômica internacional e disse que as medidas adotadas pelo governo até agora, principalmente a concessão de créditos subsidiados e reduções de impostos, impediram que o país sofresse, como outros países, com o aumento do desemprego e uma queda "violenta" do crescimento nos últimos seis anos. Acrescentou que o aumento dos gastos com as concessões de créditos e a redução da receita com as isenções de impostos "geraram nas contas públicas e no orçamento do Estado os problemas que de outra forma recairiam na sociedade e nos trabalhadores". Segundo Dilma, diante desse déficit, o Brasil necessita agora de outras ferramentas para superar a crise e impedir que o país sofra com desemprego e baixo crescimento "estruturais e permanentes". "Estamos fazendo o que todo o mundo faz quando tem problemas em casa. Estamos reajustando as contas para continuar crescendo e acreditamos que isso acontecerá nos próximos meses, chegando no final do ano", afirmou. De acordo com o governante, os ajustes anunciados "são para melhorar os fundamentos econômicos, melhorar as contas públicas e permitir que o governo melhore seu desempenho". Segundo Dilma, os próprios empresários sabem que as dificuldades são transitórias e por isso não pararam de investir. "Nenhum empresário investe tanto em uma grande obra como esta sem ter feito estudos de demanda e sem saber se o país tem ou não futuro. E aqui temos condições de crescer e de gerar emprego e renda", disse, em referência aos investimentos de R$ 1,5 bilhão nas obras de ampliação do porto do Rio de Janeiro. Esse investimento tornou o terminal marítimo do Rio no maior píer contínuo para a operação de contêineres em toda América do Sul e ampliou sua capacidade em 63%, permitindo agora movimentar até 300 mil veículos por ano. "São investimentos que de fato contribuem para lançar bases mais sólidas para o crescimento do Brasil", afirmou. EFE cm/cd (foto)(vídeo)

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