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Diretor da CIA foi a Kiev para dar informações a Volodmir Zelenski sobre a Rússia

Autoridade norte-americana teria afirmado ao presidente ucraniano que atual momento no campo de batalha é primordial

Internacional|Do R7

Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, durante coletiva de imprensa
Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, durante coletiva de imprensa Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, durante coletiva de imprensa

O diretor da CIA, William Burns, se reuniu em segredo na semana passada com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, para lhe repassar previsões sobre os planos da Rússia para a guerra, segundo informou nesta quinta-feira (19) o jornal The Washington Post.

De acordo com várias fontes cientes da viagem a Kiev, o que mais interessou a Zelenski e comitiva foi quanto tempo a Ucrânia pode esperar que continue a ajuda dos EUA e do Ocidente, depois que os republicanos assumiram o controle da Câmara dos Representantes e que o respaldo ao país tenha perdido apelo em parte do eleitorado americano.

O jornal relatou que Burns frisou que este é um momento-chave no campo de batalha e admitiu que chegará um momento em que será mais difícil obter fundos.

As autoridades ucranianas saíram desse encontro com a sensação de que o apoio do governo do democrata Joe Biden continua forte e que os US$ 45 bilhões de ajuda ao país aprovados pelo Congresso em dezembro do ano passado durarão “pelo menos” até julho ou agosto.

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Por outro lado, Kiev está menos segura sobre a possibilidade de o Congresso aprovar outro pacote de assistência adicional, acrescentou o jornal.

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Kevin McCarthy, sugeriu durante a campanha eleitoral das eleições de meio de mandato em novembro do ano passado que o Partido Republicano bloquearia a ajuda enviada a Kiev pelo governo democrata porque não poderia dar um "cheque em branco" para Ucrânia.

Em visita histórica a Washington no final de dezembro, Zelenski falou como convidado de honra perante o Congresso dos EUA e afirmou naquele discurso que o dinheiro para o país não é caridade, mas "um investimento na segurança global e na democracia".

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