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Disparos matam 1 e deixam 3 feridos durante protestos em Bangcoc

Internacional|Do R7

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Bangcoc, 28 dez (EFE).- Um manifestante antigovernamental morreu e outros três ficaram feridos neste sábado quando desconhecidos dispararam contra um grupo que protestava em uma das entradas da Casa do Governo em Bangcoc. O Centro Erawan de Emergências informou que o incidente ocorreu de madrugada quando indivíduos não identificados apareceram e abriram fogo contra os manifestantes antes de fugir. O ataque anônimo contra os manifestantes acontece no dia seguinte que o chefe do Exército, o general Prayuth Chan-ochoa, respondeu à pergunta de se haverá outro levante com um "tudo depende da situação". Um porta-voz do Erawan citado pela imprensa local afirmou que o falecido é um tailandês de 30 anos que foi internado em um hospital com um ferimento de bala no peito. As outras três vítimas foram atendidas com ferimentos de bala no pescoço, no ombro e no joelho, respectivamente. A Rede de Estudantes e Pessoas para a Reforma da Tailândia, um dos grupos que participa dos protestos, declarou que as quatro vítimas militavam em sua organização e relatou que o ataque ocorreu quando um veículo freou, abaixaram a janela do assento traseiro e alguém disparou com o que parecia ser um fuzil M-16, segundo o jornal tailandês "Bangcoc Post". O jornal ressaltou ainda que a polícia não pôde chegar ao local porque se encontra em terreno ocupado pelos manifestantes. Esta é a oitava pessoa que morre relacionada com os protestos para derrubar o governo de Yingluck Shinawatra, que começaram em outubro e ganharam força no final de novembro com a ocupação de ministérios. A Tailândia se arrasta uma grave crise política desde o golpe militar incruento que derrubou Thaksin Shinawatra, irmão de Yingluck, em 2006. Desde então, o país registra frequentes manifestações e protestos populares que tentam paralisar o governo da vez. Os protestos atuais conseguiram até o momento que Yingluck dissolvesse o Parlamento e convocasse eleições antecipadas para 2 de fevereiro, mas os manifestantes rejeitam o pleito e exigem antes reformas políticas que limpem o governo da corrupção e expulsem do poder para sempre o "regime de Thaksin". EFE zm/rsd

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