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Distúrbios na África do Sul deixam quatro mortos

Internacional|Do R7

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Johanesburgo, 24 jan (EFE).- Quatro pessoas morreram em violentos distúrbios registrados nos últimos dias na cidade sul-africana de Sasolburg (centro-oeste), confirmou nesta quinta-feira a polícia, que até o momento só tinha informações sobre dois mortos. As duas últimas vítimas morreram em um tiroteio entre as forças da ordem e manifestantes que tentavam invadir uma delegacia local lançando pedras, segundo o coronel Motantsi Makhele, da polícia da província de Estado Livre. O surto de violência aconteceu no último domingo, durante protestos contra os planos das autoridades para mover a cidade para uma área vizinha administrativa. Makhele, citado pela agência de notícias sul-africana "SAPA", acrescentou que estão à espera do resultado das autópsias para determinar se as mortes ocorreram por conta de um incidente vinculado ao protesto ou se foram um ato criminoso sem relação alguma. O Diretório Independente de Investigações da Polícia (IPID, em sua sigla em inglês) já tinha antecipado que colheria informações sobre o tiroteio na delegacia. A primeira e a segunda vítima dos distúrbios morreram por conta de disparos de arma de fogo. A polícia conseguiu retomar o controle da zona ontem, após três dias de saques a comércios, carros incendiados e ataques contra policiais, jornalistas e negócios. Os protestos começaram no domingo como resposta aos planos das autoridades de transferir a cidade de Sasolburg para uma área administrativa vizinha. No entanto, o principal motivo da explosão de violência e do mal-estar com as autoridades é a precária situação social e econômica na qual vive a maioria da população local, disse à Agência Efe a diretora de Pesquisa do Instituto para as Relações Raciais da África do Sul (SAIRR), Lucy Holborn. Segundo um documento publicado pelo SAIRR, mais de 55% dos habitantes do município têm renda inferior a 40 euros mensais O ministro sul-africano de Governo, Richard Baloyi, explicou hoje que suspendeu os planos de mudar a adscrição administrativa da cidade depois dos graves incidentes. EFE mg/ff

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