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Dois palestinos morrem em protestos na divisa de Gaza e Israel

Enquanto isso, o Egito, com apoio da ONU, segue trabalhando para conseguir uma trégua de longa duração entre Hamas e Israel

Internacional|Do R7

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Protestos começaram em março deste ano
Protestos começaram em março deste ano

Dois palestinos morreram nesta sexta-feira por disparos israelenses e outros 60 ficaram feridos em protestos em Gaza junto à fronteira com Israel, informou o Ministério da Saúde palestino, em meio aos esforços para conseguir uma trégua de longa duração entre Israel e o grupo islamita Hamas.

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Karim Abu Fatayer, de 30 anos, e Karam Abu Muammar, de 26, foram abatidos no leste e no sul do enclave, e outras 60 pessoas foram feridas com munição real durante as manifestações, nas quais centenas de palestinos protestaram pelo bloqueio e reivindicaram o direito ao retorno.


Os participantes queimaram pneus, lançaram balões incendiários em direção a Israel que provocaram um incêndio perto da comunidade agrícola de Beeri e atiraram pedras contra as tropas posicionadas na fronteira, que responderam com munição real e gás lacrimogêneo nos enfrentamentos, segundo testemunhas.

Um dos porta-vozes do Hamas no enclave, Abdulatif al Qanoua, indicou em comunicado que os protestos da conhecida como Marcha do Retorno continuarão "até conseguir seus objetivos" e afirmou que estes "confundem os cálculos do inimigo (Israel) e o forçam a fazer concessões e pagar suas dívidas".


Os protestos começaram em março deste ano e desde então 160 palestinos morreram em manifestações ou incidentes violentos perto da fronteira e outros 12 foram mortos em bombardeios israelenses contra posições militares islamitas na Faixa de Gaza.

Enquanto isso, o Egito, com apoio da ONU, segue trabalhando para conseguir uma trégua de longa duração entre o Hamas e Israel, que há uma semana chegaram a um pacto de "calma por calma" após uma escalada da violência.


O jornal "Yedioth Ahronoth" apontou hoje que o Egito pode anunciar neste fim de semana a trégua, inclusive sem a participação do presidente palestino e líder do partido nacionalista Al Fatah, Mahmoud Abbas.

Segundo o portal de notícias "Ynet", a trégua duraria um ano, incluiria o estabelecimento de uma rota marítima entre Gaza e o Chipre sob controle israelense e o pagamento de salários de funcionários e da conta da eletricidade na Faixa com dinheiro catariano.

Fontes palestinas afirmam que o pacto também contemplaria um cessar-fogo, a cessação de atividades militares por parte do Hamas, e uma devolução de prisioneiros em troca de uma trégua completa, suspensão do assédio a Gaza e projetos humanitários.

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