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Dos EUA a Singapura: passageiros de cruzeiros estão sob vigilância após casos de hantavírus

Diversos países, incluindo Países Baixos, África do Sul e Reino Unido, reportaram casos de cidadãos que estiveram expostos ao vírus

Internacional|Kara Fox, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A OMS confirmou cinco infecções de hantavírus ligadas ao cruzeiro MV Hondius, com três mortes registradas.
  • Um casal holandês e um cidadão alemão faleceram após adoecer a bordo do navio durante a viagem da Argentina.
  • Passageiros de 23 países, incluindo Estados Unidos e Países Baixos, estão sendo monitorados e testados para a doença.
  • As autoridades de saúde estão investigando a origem do surto, com foco na possível exposição do casal holandês antes do cruzeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Origem do surto está sendo investigada, com foco em um casal que adoeceu antes do cruzeiro Peter Dejong/AP via CNN Newsource

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta quinta-feira (7) que cinco infecções confirmadas foram identificadas entre pessoas ligadas ao navio de cruzeiro MV Hondius, enquanto autoridades de saúde em vários países correm para rastrear e conter o surto.

Três pessoas — um casal holandês e um cidadão alemão — morreram desde que a embarcação partiu da Argentina no mês passado.


O primeiro caso suspeito foi um holandês de 70 anos, que supostamente adoeceu no navio com febre, dor de cabeça, dor abdominal e diarreia, segundo o Departamento de Saúde da África do Sul à CNN Internacional. Ele morreu a bordo em 11 de abril.

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Enquanto isso, um total de 146 pessoas de 23 países diferentes ainda estão a bordo da embarcação sob “medidas de precaução rigorosas”, disse a operadora Oceanwide Expeditions.


Embora pelo menos 30 passageiros tenham desembarcado na remota ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, no final de abril, e vários casos críticos tenham sido evacuados por via aérea para a Europa esta semana, os passageiros restantes devem chegar às Ilhas Canárias, na Espanha, neste fim de semana, antes de serem levados de volta aos seus respectivos países de origem.

As autoridades espanholas disseram em sua última atualização que o navio chegará a Tenerife por volta do meio-dia, horário local, no domingo (10).


Aqui está o que sabemos sobre alguns dos países onde os passageiros do navio de cruzeiro estão sendo tratados para hantavírus ou monitorados para uma possível infecção.

Países Baixos: três passageiros que foram evacuados do navio chegaram aos Países Baixos para tratamento, informou a operadora da embarcação Oceanwide Expeditions nesta quinta-feira. Eles são um cidadão britânico, um alemão de 65 anos e um tripulante holandês de 41 anos.


Dois dos evacuados estão em estado grave, enquanto o terceiro, que a empresa disse não apresentar sintomas no momento, também está recebendo cuidados médicos.

Separadamente, o instituto de saúde dos Países Baixos disse que três pessoas que apresentaram sintomas após entrarem em contato com uma pessoa infectada a bordo de uma aeronave foram testadas para a variante Andes do hantavírus, com dois testes resultando negativos e um terceiro ainda pendente.

A mídia holandesa informou que, entre os que estão sendo testados, está um membro da tripulação da companhia aérea KLM (Companhia Real de Aviação), que teve contato com uma mulher holandesa de 69 anos que morreu na África do Sul no mês passado. Se ela testar positivo, será a primeira pessoa não passageira ligada ao incidente a contrair o vírus.

O Dr. Bram Goorhuis, médico de doenças infecciosas do Hospital Universitário de Amsterdã que está tratando o tripulante da KLM, disse à CNN Internacional que os médicos esperam receber os resultados dos testes dela ainda na quinta-feira.

África do Sul: um cidadão britânico que adoeceu a bordo da embarcação em 27 de abril foi transferido para uma instalação médica privada em Joanesburgo, África do Sul, onde permanece na UTI. Ele é o segundo caso confirmado de hantavírus. A OMS disse que sua condição está melhorando.

Suíça: na quarta-feira (6), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que um passageiro que retornou à Suíça após deixar o navio testou positivo e está sendo tratado em Zurique.

Reino Unido: a Agência de Segurança de Saúde disse que dois cidadãos britânicos que deixaram o navio em Santa Helena em 24 de abril estão em isolamento em casa como precaução após possível exposição.

A agência informou estar ciente de outros cinco cidadãos britânicos que desembarcaram naquele dia, incluindo quatro que ainda estão lá.

Os esforços de rastreamento de contatos continuam para uma sétima pessoa que ainda não retornou ao país.

Estados Unidos: autoridades de saúde nos EUA afirmaram que estão monitorando várias pessoas, incluindo pelo menos três que desembarcaram anteriormente do navio e voltaram para casa.

Um residente da Virgínia está sendo monitorado pelas autoridades de saúde, mas está atualmente em boa saúde.

Dois indivíduos no Texas que estavam a bordo também estão sendo monitorados. Eles não tiveram contato com uma pessoa doente a bordo do navio e não relatam sintomas no momento.

Segundo autoridades na Geórgia,dois residentes estão sob observação e não apresentaram sintomas, enquanto as autoridades de saúde do Arizona disseram que um indivíduo também está assintomático.

As autoridades de saúde da Califórnia também estão monitorando um número não revelado de pessoas, mas, até agora, nenhuma informação sugere que estejam doentes ou infectadas.

Singapura: dois residentes de Singapura — ambos homens na casa dos 60 anos — estão em autoisolamento e sendo testados para hantavírus, informou a Communicable Diseases Agency (Agência de Doenças Transmissíveis) do país na quinta-feira.

Um dos homens “tem coriza, mas, fora isso, está bem”, disse a agência, enquanto o outro está assintomático.

Canadá: três pessoas no Canadá estão em autoisolamento, incluindo duas pessoas em Ontário e uma em Quebec, conforme autoridades governamentais.

Uma dessas pessoas não estava no cruzeiro, mas estava no mesmo voo de volta para casa que dois canadenses que estavam a bordo.

França: oito cidadãos franceses que não estavam no cruzeiro foram identificados como contatos próximos de um caso confirmado, de acordo com o ministério da Saúde francês.

Os cidadãos estavam em um voo internacional em 25 de abril de 2026, entre Santa Helena e Joanesburgo, no qual o caso confirmado também viajou.

Um dos indivíduos apresenta “sintomas leves”, com testes diagnósticos sendo realizados e medidas de isolamento implementadas.

A situação capturou a atenção internacional à medida que passageiros desembarcaram e se dispersaram por vários países antes que o surto fosse totalmente compreendido, levando alguns a fazer comparações com os primeiros dias da pandemia de Covid-19.

A Oceanwide disse que estava trabalhando para “estabelecer detalhes de todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram em várias paradas do m/v Hondius desde 20 de março”, em meio à preocupação com a disseminação global do vírus.

A OMS informou que, embora espere que mais casos surjam, não antecipa uma grande epidemia em qualquer lugar semelhante à Covid, e ressaltou que não há evidências de um risco de transmissão generalizada.

O surto foi associado à cepa Andes do hantavírus, um vírus raro, mas potencialmente grave, que em alguns casos pode se espalhar entre humanos por meio de contato próximo.

Ainda não está claro como o surto ocorreu. Mas a OMS está trabalhando com a suposição de que o casal holandês que morreu foi infectado fora do navio, possivelmente enquanto fazia turismo na Argentina antes de se juntar ao cruzeiro.

Os dois primeiros casos “viajaram pela Argentina, Chile e Uruguai em uma viagem de observação de pássaros que incluiu visitas a locais onde a espécie de rato conhecida por carregar o vírus estava presente”, disse Ghebreyesus aos repórteres nesta quinta-feira.

Como o hantavírus normalmente incuba de uma a seis semanas antes que os pacientes comecem a apresentar sintomas, é provável que tenham adoecido algum tempo depois de terem sido infectados, de acordo com autoridades de saúde.

Refazendo seus passos

A Argentina está agora reconstruindo a rota percorrida pelo casal holandês antes de embarcar no MV Hondius em Ushuaia em 1º de abril, em um esforço para determinar a fonte das infecções.

O Ministério da Saúde do país disse que, até agora, nenhum caso relacionado ao surto do navio de cruzeiro foi identificado na Argentina.

Também afirmou que nenhum caso de hantavírus foi registrado em Ushuaia nas últimas décadas.

No entanto, o vírus é endêmico em algumas áreas do país e as autoridades argentinas descobriram que o casal, após chegar à Argentina em 27 de novembro, cruzou a fronteira com o vizinho Chile em várias ocasiões antes de se juntar ao cruzeiro.

Em 31 de janeiro, o casal reentrou na Argentina vindo do Chile, por meio da província de Neuquén, na região Sul, e também visitou Misiones, no nordeste da Argentina.

Ambos os locais foram identificados no passado como áreas onde o hantavírus é endêmico.

Em 13 de março, o casal deixou a Argentina para o Uruguai por terra, antes de retornar em 27 de março para viajar para Ushuaia, onde o cruzeiro partiu em 1º de abril.

O ministério disse que equipes técnicas viajarão para Ushuaia para capturar e testar roedores em áreas ligadas à rota do casal como parte da investigação.

A Argentina, que anunciou no ano passado que se retiraria da OMS, enviará material biológico e reagentes de laboratório para Espanha, Senegal, África do Sul, Países Baixos e Reino Unido para apoiar o diagnóstico e o estudo dos casos.

A OMS disse em uma postagem nas redes sociais que está “trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos, para garantir que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer disseminação adicional da doença seja limitada”.

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