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‘É o jeito que o Donald Trump opera’, diz especialista após ultimato adiado

Presidente norte-americano anunciou, na noite desta terça (7), a suspensão dos ataques ao Irã por duas semanas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump suspendeu os ataques ao Irã por duas semanas em troca da reabertura do estreito de Ormuz.
  • Após ameaças contundentes, especialista aponta que a comunicação de Trump envolve criar caos para negociar.
  • O Irã busca a sobrevivência do regime, enquanto os EUA querem garantir a abertura do estreito.
  • Pressão de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos pode influenciar o cenário do conflito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu os ataques e bombardeios no Irã por duas semanas, condicionando um acordo à abertura do estreito de Ormuz. O norte-americano tinha feito uma ameaça ao país, declarando que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em uma publicação de rede social.

O posicionamento aconteceu horas antes do prazo final dado por Trump para a reabertura do estreito de Ormuz — que se encerraria nesta terça-feira (7), às 21h, no horário de Brasília.


Donald Trump discursando em um púlpito na Casa Branca, com bandeiras dos Estados Unidos e o selo presidencial ao fundo
Trump condicionou um acordo à abertura do estreito de Ormuz Reprodução/Record News

Em entrevista ao News das 19h, Alexandre Ostrowiecki, especialista em política externa no Oriente Médio, explica que o recuo após uma ameaça capaz de deixar todo o planeta em alerta faz parte da estratégia trumpista para negociar.

“Se a gente julgar o Donald Trump pelos tweets dele, pela forma que ele se comunica, aí é o caos geral [...]. Ele tem realmente uma estratégia de, na comunicação, jogar o caos para ir criando uma cortina de fumaça e conseguindo o que ele quer. Tanto é que ele ontem estava twittando que ele ia destruir o Irã, acabar com a civilização, e agora já é mais conciliador. É a estratégia dele. Não acho que é a mais adequada para um presidente da maior potência atômica do mundo, da história, mas é o jeito que o Donald Trump opera e tem gente que fala que é melhor julgar ele pelos resultados do que pelos tweets”, afirma.


Ostrowiecki discorre ainda sobre o que seria a vitória para cada um dos lados nessa guerra: “O objetivo dos iranianos é a sobrevivência do regime. Desde que sobreviva o regime, eles podem cantar vitória. [...] Do ponto de vista dos americanos, eles querem que haja a abertura do estreito de Ormuz, e assim eles possam, Donald Trump, também cantar vitória, declarar vitória nesse conflito”.

Para o especialista, a grande esperança do Irã para garantir que o conflito tenha um cessar-fogo e o regime sobreviva está na pressão de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos em relação aos americanos.


“Então, a grande arma que o Irã tem para pressionar os Estados Unidos é o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo do mundo. E aí sim ele vai estrangular e pressionar as economias e os países árabes vizinhos para que eles façam pressão nos Estados Unidos”, explica.

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