Economia britânica resiste e cresce 0,3% no 1o tri
Internacional|Do R7
Por David Milliken e William Schomberg
LONDRES, 25 Abr (Reuters) - A economia britânica evitou um retorno à recessão e cresceu mais do que o esperado nos três primeiros meses deste ano, fornecendo algum alívio político para um governo criticado por suas medidas de austeridade.
A Agência de Estatísticas Nacional informou que o Produto Interno Bruto (PIB) britânico subiu 0,3 por cento no primeiro trimestre --acima das estimativas de expansão de 0,1 por cento--, depois de ter encolhido 0,3 por cento na comparação trimestral no final de 2012.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 0,6 por cento, aumento mais forte desde o final de 2011.
O ministro das Finanças, George Osborne, afirmou que os dados desta quinta-feira são encorajadores e prometeu continuar no caminho para resolver os problemas orçamentários da Grã-Bretanha.
"Todos nós sabemos que não há respostas fáceis para os problemas construídos durante muitos anos, e eu não posso prometer que o caminho à frente será sempre tranquilo, mas ao continuar confrontando nossos problemas de frente, a Grã-Bretanha está se recuperando e nós estamos construindo uma economia pronta para o futuro", disse ele em comunicado.
A libra esterlina atingiu o maior nível em dois meses ante o dólar após a divulgação do PIB, e os preços dos títulos do governo britânico caíram.
Os números preliminares do PIB britânico são um dos primeiros para as principais economias avançadas, e baseados principalmente em dados estimados, mas seria raro que uma leitura desse porte fosse revisada para o território negativo.
O aumento foi guiado por um forte crescimento no setor de serviços e por uma recuperação da produção de petróleo e gás no Mar do Norte.
Politicamente, uma volta à recessão teria sido difícil para o governo em geral e Osborne em particular, com os dados sendo divulgados apenas alguns dias depois de a agência de classificação de risco Fitch ter cortado o rating de crédito da região.
Osborne está se prendendo ao compromisso de eliminar o déficit orçamentário da Grã-Bretanha em cinco anos, apostando que o crescimento irá se recuperar a tempo da eleição nacional em maio de 2015, apesar da previsão de crescimento de apenas 0,6 por cento este ano.
Mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) --que antes apoiava a abordagem da Grã-Bretanha de redução de déficit-- acha que alguns cortes são necessários, dada a fraqueza na demanda.
Uma missão do FMI visitará a Grã-Bretanha no mês que vem para fazer uma avaliação da economia do país, o que pode incluir recomendações para uma mudança no caminho.
A leitura mais forte do que o esperado do PIB pode ajudar Osborne quando ele tentar convencer o FMI de que a economia da Grã-Bretanha está caminhando para uma recuperação, e que ele está certo ao continuar com seus planos atuais.
(Reportagem adicional de Li-mei Hoang)









