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Economia é o que mais importa em referendo sobre independência da Escócia

Internacional|Do R7

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LONDRES, 9 Fev (Reuters) - A economia é o assunto mais importante para os eleitores escoceses que se preparam para votar em um referendo sobre a independência da Escócia neste ano, revelou uma pesquisa divulgada neste domingo.

Os cidadãos escoceses decidirão em 18 de setembro se o país, que tem uma população de pouco mais de 5 milhões de habitantes e é fonte de petróleo no Mar do Norte, deve encerrar sua união de 307 anos com a Inglaterra e deixar o Reino Unido.


A pesquisa, conduzida pela TNS em janeiro e feita com mais de mil entrevistados presencialmente, concluiu que os eleitores colocam a economia à frente da assistência social, a moeda, a imigração e a aposentadoria quando questionados sobre o que era mais importante para eles.

O líder escocês Alex Salmond, que encabeça o movimento pela independência, afirmou que os escoceses saberão administrar a própria economia e insiste que a Escócia tem direito a parte dos ativos britânicos.


Isso significaria utilizar a libra e o banco central, o Banco da Inglaterra, como fiador dos empréstimos em última instância, algo que o governo britânico não parece querer aceitar.

Salmond avisou que sem parte dos ativos britânicos, a Escócia independente deverá, por outro lado, lavar as mãos e não assumir a sua parte nas obrigações britânicas como uma dívida pública de 1,2 trilhão de libras.


Outra pesquisa, conduzida pela empresa Panelbase e encomendada pelo jornal Sunday Times, concluiu que 51 por cento dos entrevistados acreditam que a independência escocesa se traduziria em impostos mais altos para custear serviços públicos e apenas 26 por cento creem que não haverá nenhuma grande mudança.

Somente 17 por cento são a favor de pagar impostos maiores para obter serviços públicos mais eficientes.


Na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, discursou, emocionado, em favor da manutenção da Escócia no Reino Unido, avisando que o voto pela independência do país irá diminuir a capacidade britânica de influência em todo o mundo e ainda minar a estabilidade política e financeira da nação.

A pesquisa da Panelbase também mostrou que, entre aqueles que têm opinião formada sobre a independência, 43 por cento são a favor e 57 por cento, contra.

(Reportagem de Kylie MacLellan)

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