Egito executa 9 homens condenados por matar promotor público
Homens estavam entre um grupo de pessoas que foram condenadas à morte no caso em 2017. Hisham Barakat foi morto em um ataque na capital, Cairo
Internacional|Do R7

Autoridades egípcias executaram nove homens condenados pelo assassinato do promotor-chefe do país em 2015, disseram uma fonte da prisão e um advogado na quarta-feira (20).
Os homens estavam entre um grupo de 28 pessoas que foram condenadas à morte no caso em 2017. O promotor público Hisham Barakat foi morto em um ataque com carro-bomba em seu comboio na capital, Cairo.
O Egito culpou os militantes do Hamas, da Irmandade Muçulmana e de Gaza, pela operação. Ambos grupos negaram ter envolvimento no ocorrido.
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A Anistia Internacional pediu, na terça-feira, que as autoridades suspendam as execuções, citando o testemunho dos acusados de que foram secretamente detidos e torturados para confessar.
Desde 2013, o ano em que o então chefe do Exército Abdel Fattah al-Sisi expulsou o presidente Mohamed Mursi da Irmandade Muçulmana, os tribunais penais egípcios emitiram centenas de sentenças de morte.
Apenas uma pequena parcela foi efetivada, embora a taxa de execuções tenha aumentado desde 2015, de acordo com ativistas dos direitos humanos.
O jornal El Watan disse que as execuções dos nove homens foram realizadas na manhã de quarta-feira.
Sisi, que foi eleito presidente em 2014 e reeleito em 2018, afirmou que está trabalhando para trazer estabilidade e segurança ao Egito após o turbulento levante de 2011.











