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Trump precisa mostrar aos eleitores que a China diminuirá as tarifas recíprocas, diz analista

Presidente dos EUA embarca nesta terça-feira (12) para reunião com Xi Jinping em Pequim; líderes devem discutir tarifas, Irã e Taiwan

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump embarca para a China em encontro com Xi Jinping visando estabilizar relações comerciais.
  • Os líderes discutirão tarifas, conflitos no Oriente Médio e questões de segurança, como armas nucleares e Taiwan.
  • Trump precisa apresentar resultados para os eleitores antes das eleições de meio-termo, buscando reduzir tarifas reciprocas da China.
  • Expectativa de que a China e EUA ampliem investimentos mútuos durante as negociações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Donald Trump deve embarcar nesta terça-feira (12) para a China para um encontro com Xi Jinping. Os líderes das duas maiores economias do mundo vão realizar as primeiras conversas presenciais em mais de seis meses, em uma tentativa de estabilizar as relações tensas envolvendo comércio, guerra no Irã e outras áreas de divergência.

Segundo autoridades norte-americanas, Trump e Xi devem discutir o conflito no Oriente Médio, armas nucleares, a venda de armamento para Taiwan, inteligência artificial e a possibilidade de estender um acordo sobre minerais críticos.


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A viagem do norte-americano deveria ter acontecido em março, mas foi adiada depois do início do conflito no Oriente Médio. Trump tem chegada prevista a Pequim na quarta-feira (13), antes das negociações marcadas para quinta (14) e sexta-feira (15).

Em entrevista ao Conexão Record News, Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, ressalta que, visando as eleições de meio-termo que acontecem em novembro nos EUA, Trump precisa mostrar para os eleitores americanos que vai diminuir as tarifas que a China colocou reciprocamente com os Estados Unidos.


“Isso significa que ele [Trump] mesmo poderá fazer concessões. Ele precisa que empresas americanas e chinesas tenham mais negócios uma ao lado da outra, ou seja, a China invista mais nos Estados Unidos e os Estados Unidos invistam mais na China”, explica.

Segundo Lucena, o Irã também deve ser tópico da reunião. A chegada de armas chinesas ao país persa deve ser cobrada pelos EUA, enquanto o fornecimento de armas americanas a Taiwan, atitude que deve ser cobrada pela China.


“Recentemente a gente teve vendas de armas, baterias antiaéreas, aviões da mais alta tecnologia. São contratos positivos para a economia americana; Taiwan é um dos grandes parceiros. Compram, mas é péssimo para a China, que mostra uma capacidade de defesa maior da ilha. Então o Xi Jinping também tem suas demandas e quer mostrar que Taiwan pode ficar mais isolado ainda neste momento”, diz.

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