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Fenômeno deixa cidade 84 dias sem noite; entenda

Moradores de Utqiaġvik convivem com claridade ininterrupta durante quase três meses e enfrentam frio persistente mesmo no verão

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A cidade de Utqiaġvik, no Alasca, terá 84 dias contínuos de luz solar, conhecido como Sol da meia-noite.
  • O fenômeno ocorre devido à inclinação do eixo da Terra, mantendo o Hemisfério Norte sempre voltado para o Sol.
  • Apesar da claridade constante, as temperaturas em julho permanecem baixas, com médias de apenas 9 °C.
  • Após 2 de agosto, a cidade ainda levará cerca de 50 dias para ter noites completamente escuras novamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Utqiaġvik terá quase três meses de claridade constante Reprodução/Utqiaġvik Sea Ice Webcam

A cidade de Utqiaġvik, no Alasca, entrou mais uma vez em um dos fenômenos naturais mais impressionantes do planeta. Localizada no ponto mais ao norte dos Estados Unidos, dentro do Círculo Ártico, a comunidade de cerca de 4.500 habitantes passou a viver sob 84 dias consecutivos de luz solar, sem que o astro desapareça no horizonte.

O último nascer do Sol da temporada ocorreu no domingo (10), às 2h57 no horário local. Depois de permanecer brevemente abaixo da linha do horizonte por aproximadamente uma hora, o Sol voltou a aparecer e não deverá se pôr novamente até 2 de agosto.


Timelapse mostra como é a madrugada em Utqiaġvik Reprodução/Utqiaġvik Sea Ice Webcam

O fenômeno é conhecido como Sol da meia-noite, e também recebe o nome de dia polar. Ele ocorre em todas as cidades situadas no Círculo Ártico, quando a inclinação do eixo da Terra faz com que o Hemisfério Norte permaneça voltado em direção ao Sol durante parte da órbita do planeta.

Nessas regiões, a trajetória do astro é diferente da observada na maior parte do mundo. Em vez de nascer no leste e se pôr no oeste, ele parece girar em círculos no céu, mantendo-se sempre acima do horizonte.


Embora a claridade seja constante, as temperaturas continuam baixas em Utqiaġvik. Julho, o mês historicamente mais quente na região, costuma registrar máxima média de apenas 9 °C. Em ocasiões raras, os termômetros podem se aproximar de 21 °C, mas a neve ainda é comum durante o verão. No mês de junho do ano passado, por exemplo, houve registro de flocos de neve em sete dias.

Outras cidades do Alasca também vivenciam o Sol da meia-noite, mas por períodos menores. Fairbanks terá 70 dias de luminosidade contínua, enquanto Anchorage, mais ao sul, não experimenta o fenômeno de forma completa, embora tenha jornadas com 16 a 19 horas de luz.


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O fenômeno não é exclusivo do Alasca. Regiões do Canadá, Groenlândia, Islândia, Noruega, Finlândia, Suécia e Rússia também observam o mesmo comportamento em áreas situadas acima do Círculo Ártico.

Após 2 de agosto, a cidade ainda levará cerca de 50 dias para voltar a ter noites completamente escuras. Até 21 de setembro, o Sol apenas mergulhará parcialmente abaixo do horizonte, criando um longo crepúsculo.


No fim do ano, o ciclo se inverte. A partir de 18 de novembro, Utqiaġvik entra em 64 dias consecutivos sem nascer do Sol. A escuridão só é interrompida entre 22 e 23 de janeiro, quando o astro reaparece e reinicia o ritmo extremo que marca a vida no Ártico.

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