Eleição em Bangladesh tem violência e denúncias de fraude
Polícia confirmou a morte de 17 pessoas durante votação neste domingo (30). Presença nas urnas foi pequena e há dezenas de relatos de irregularidades
Internacional|Do R7

Os confrontos entre partidários do governista Liga Awami e seus opositores mataram 17 pessoas e feriram mais de 20 durante o dia de eleições em Bangladesh neste domingo (30), informou a polícia.
O principal partido de oposição de Bangladesh, o BNP, disse que um dos seus candidatos de Daca foi esfaqueado enquanto se deslocava no seu círculo eleitoral. A polícia disse que as circunstâncias do ataque a Salahuddin Ahmed ainda não estavam claras.
A violência ocorre em meio a queixas de supostas tentativas de manipulação se retiraram da primeira eleição competitiva do país em uma década. A Comissão Eleitoral de Bangladesh está investigando alegações de manipulação de votos em todo o país, disse um porta-voz à Reuters.
A Comissão Eleitoral informou que agirá se a manipulação for confirmada. Há relatos de pelo menos três eleitores no sudeste de Bangladesh, incluindo um jornalista, tenham dito que foram impedidos de entrar nas urnas ou tenham sido informados de que seus boletins de voto já estavam preenchidos.
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"As alegações estão vindo de todo o país e estão sob investigação", disse o porta-voz da comissão, SM Asaduzzaman. "Se recebermos alguma confirmação de nossos próprios canais, as medidas serão tomadas de acordo com as regras."
Participação pequena
Repórteres da Reuters em todo o país, de 165 milhões de habitantes, viram uma participação escassa nas urnas durante a eleição, que deve ser vencida pela primeira-ministra Sheikh Hasina, dando-lhe um terceiro mandato consecutivo.
A internet móvel foi bloqueada e as ruas da capital estavam praticamente desertas, já que muitos haviam deixado para votar em suas cidades de origem. Em nove centros de votação em Daca visitados pela Reuters, cartazes da Liga Awami superavam em muito os da oposição.
Mahbub Talukdar, um dos cinco comissários eleitorais que provocou uma controvérsia na semana passada ao dizer que não havia igualdade de condições para as partes, disse à Reuters que não viu nenhum representante da oposição perto do local onde votou em Daca, sugerindo que eles foram mantidos afastados.













