ELN confirma intenção de manter canadense sequestrado
Internacional|Do R7
Bogotá, 18 fev (EFE).- A guerrilha colombiana do Exército de Libertação Nacional (ELN) confirmou nesta segunda-feira sua intenção de manter sequestrado o cidadão canadense Jernoc Wobert, único trabalhador da mineira Geo Explorer que segue em cativeiro após a libertação na sexta-feira de cinco engenheiros e geólogos. "O canadense fica", assinalou com contundência o ELN em comunicado assinado na sexta-feira, mas divulgado apenas hoje em seu site, no qual não explicou as razões que levam o grupo insurgente a reter Wobert em seu poder. A emissora colombiana "Caracol Radio" informou, sem citar fontes, que a guerrilha está extorquindo à família de Wobert. Nesse sentido, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, apontou ontem que o ELN "como sempre está querendo dinheiro". Já o comandante da Segunda Divisão do Exército, o general Juan Pablo Amaya, à frente das operações de busca, afirmou à Agência Efe que "poderíamos inferir que se trata de uma pressão extorsiva, porque é o habitual neste tipo de organização". Segundo explicou, as autoridades tiraram esta conclusão dos depoimentos dos oito guerrilheiros detidos e dos cinco reféns libertados. Wobert, vice-presidente de prospecção da Geo Explorer; os peruanos José Mamani e Javier Ochoa, e os colombianos Manuel Zabaleta, William Batista e Alexis López foram sequestrados no último dia 18 de janeiro por guerrilheiros no município de Norosí, no Sul de Bolívar. O ELN ainda tem em seu poder os irmãos alemães Uwe e Günter Otto Breuer, dois aposentados que percorriam o país em seu próprio veículo quando foram sequestrados em novembro passado na região do Catabumbo, fronteiriça com a Venezuela, acusados de serem espiões. As autoridades colombianas não se pronunciaram ainda sobre o paradeiro dos dois alemães, mas o chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Colômbia, Jordi Raich, disse na quinta-feira que o organismo está "em contato" com o Ministério da Defesa, a embaixada alemã e o ELN, embora não haja nada estabelecido. EFE agp/rsd











