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Em crise de novos bebês, Rússia encomenda erva da Coreia do Norte para a libido da população

Queda na natalidade leva país a buscar alternativas comerciais com aliado asiático, incluindo suplementos sem comprovação científica

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rússia enfrenta uma queda histórica na natalidade, buscando soluções para aumentar o número de nascimentos.
  • Empresas russas estão importando suplementos sexuais da Coreia do Norte e outros produtos tradicionais para melhorar a libido.
  • Os locais de origem desses produtos muitas vezes estão sancionados por outros países, e sua eficácia não é cientificamente comprovada.
  • Políticas internas da Rússia, como incentivos a famílias e restrições ao aborto, têm mostrado resultados limitados no aumento das taxas de natalidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Yangchunsamnok é considerado a versão norte-coreana de remédios ocidentais para disfunção erétil Divulgação/Manmulsang

A Rússia intensificou a busca por soluções para enfrentar a queda acentuada no número de nascimentos e passou a recorrer à importação de suplementos de origem norte-coreana associados ao aumento do desempenho sexual. Registros oficiais indicam que empresas russas protocolaram pedidos para trazer ao país produtos com extratos tradicionalmente utilizados como estimulantes, em meio a um cenário demográfico considerado crítico.

Dados recentes mostram que a natalidade no país atingiu os níveis mais baixos em mais de dois séculos. Entre 2014 e 2024, o número de nascimentos caiu cerca de um terço, chegando a 1,222 milhão. Em 2025, a tendência de queda continuou, com redução adicional nos primeiros meses do ano e registros mensais considerados os mais baixos desde o início do século 19.

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Diante desse cenário, empresas sediadas em regiões como Moscou, Vladivostok e Krasnodar passaram a formalizar pedidos de importação de produtos norte-coreanos classificados como terapêuticos e preventivos. Entre eles estão suplementos que utilizam ingredientes amplamente associados à medicina tradicional, como raiz de maca, cogumelos, geleia real e extratos vegetais.

Um dos itens destacados nos registros é um composto à base de uma erva conhecida por seu uso histórico como estimulante físico e sexual. A substância, comum em práticas medicinais asiáticas, é frequentemente promovida como capaz de aumentar a resistência e o desempenho, embora não haja comprovação científica robusta sobre seus efeitos.

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As negociações comerciais envolvem empresas norte-coreanas já sancionadas por Estados Unidos e União Europeia. Em alguns casos, os produtos são ligados a entidades associadas ao aparato estatal de Pyongyang, incluindo estruturas relacionadas ao setor de defesa.

Além dos suplementos, os pedidos de importação incluem cosméticos e alimentos, como macarrão instantâneo, indicando uma ampliação das relações comerciais entre os dois países para além da cooperação militar. Registros apontam que empresários russos estabeleceram vínculos com diversas fabricantes norte-coreanas, buscando diversificar o portfólio de produtos disponíveis no mercado local.

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Parte desses itens deve ser comercializada sob marcas russas, mesmo quando produzida na Coreia do Norte. Em um dos casos, uma empresa registrou um produto que utiliza o mesmo princípio ativo de medicamentos conhecidos para disfunção erétil, embora com formulação distinta.

Autoridades e especialistas internacionais, no entanto, apontam que produtos desse tipo frequentemente carecem de evidências científicas que comprovem sua eficácia. A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos já afirmou, em avaliações anteriores, que substâncias vendidas como afrodisíacas tendem a se basear mais em tradição e crenças do que em resultados clínicos comprovados.

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A busca por alternativas ocorre enquanto políticas internas adotadas pelo governo russo, como incentivo a famílias maiores e restrições ao acesso ao aborto, têm apresentado resultados limitados no aumento da taxa de natalidade.

Projeções oficiais indicam que a população do país deve continuar encolhendo nas próximas décadas, com redução significativa no número de jovens e aumento proporcional da população idosa. Estimativas apontam que o total de habitantes pode cair para cerca de 138,8 milhões até 2046, ou até 130 milhões em cenários mais pessimistas.

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