Em feriado de Ação de Graças, norte-americanos viajam e vão às compras
Cerca de 140 milhões de pessoas devem ir às compras nos quatro dias de feriado prolongado
Internacional|Do R7

Milhões de norte-americanos reúnem-se na quinta-feira (28) para celebrar o Dia de Ação de Graças — recheando perus, desafiando os ventos gelados nos trajetos dos desfiles e planejando "orgias" consumistas assim que as tortas de abóboras forem saboreadas.
As temperaturas matinais devem despencar após uma noite de muita neve e chuva na costa leste, e a previsão é de condições escorregadias em um dos dias mais movimentados do ano nas estradas e aeroportos dos EUA.
Em Nova York, a ameaça de ventos fortes pode eliminar do desfile da Macy's as figuras de Snoopy, Sonic e outros personagens representados por gigantescos balões de hélio. Os regulamentos municipais proíbem o uso desses artefatos com ventos regulares acima de 37 km/h e rajadas superiores a 54 km/h.
O 87º ano do desfile acabou sendo um dos mais polêmicos da história. A roqueira Joan Jett, que é vegetariana e ativista dos direitos dos animais, saiu do carro alegórico que representa o turismo na Dakota do Sul, após queixas de pecuaristas. Ela continuava no desfile.
Outro motivo de polêmica é o carro do SeaWorld, num momento em que esse parque marinho sofre críticas de ativistas dos direitos dos animais por manter orcas em cativeiro.
Cerca de 3 milhões de pessoas devem assistir ao desfile ao vivo, e outros 50 milhões pela televisão.
Numa rara coincidência entre os calendários gregoriano e judaico, que só voltará a se repetir em 2070, o Dia de Ação de Graças neste ano cai junto com a festividade judaica do Hanukkah. Em homenagem a isso, Asher Weintraub, de 10 anos, morador de Nova York, inventou uma menorá (candelabro judaico) com formato de peru, o prato típico da data norte-americana.
Outra novidade deste ano é que algumas lojas vão abrir já na noite da quinta-feira para a chamada "Black Friday", data anual com descontos especiais.
Cerca de 140 milhões de pessoas devem ir às compras nos quatro dias de feriado prolongado, que habitualmente marca o início da temporada do consumo natalino. O cálculo é da Federação Americana do Varejo.
A antecipação da abertura das lojas foi criticada por ativistas laborais, segundo os quais funcionários do varejo ficarão privados de passarem a festa com suas famílias.
O que acontece no mundo passa por aqui
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia











