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Em Natal com catadores, Dilma ouve pedidos por asilo a Snowden

Grupo de jovens fez barulho em defesa do ex-técnico da NSA que denunciou espionagem

Internacional|Filippo Cecilio, do R7

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Enquanto a presidente discursava, os jovens chamavam atenção
Enquanto a presidente discursava, os jovens chamavam atenção

Durante a meia hora em que discursou na cerimônia de Natal dos catadores de material reciclável de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff teve que dividir as atenções da plateia com o ex-técnico da NSA (Agência nacional de Segurança dos Estados Unidos) Edward Snowden. Ou melhor, oito deles.

Jovens do grupo Juntos, organização ligada ao PSOL que atua no movimento estudantil, passaram o tempo todo erguendo máscaras e cartazes de Snowden, pedindo que o governo brasileiro conceda asilo diplomático ao responsável por revelar o sistema de espionagem dos EUA contra empresas e países, incluindo o Brasil.


Dilma viu o protesto, mas não esboçou qualquer reação durante o tempo em que ocupou o púlpito. Em carta divulgada na terça-feira (17) pelo jornal Folha de S. Paulo, Snowden afirma que pretende colaborar com as investigações brasileiras sobre a espionagem contra a presidente Dilma e ministérios brasileiros, mas que, enquanto não obtiver um asilo permanente, o governo americano continuará interferindo em sua capacidade de falar.

Ontem, Dilma se recusou a comentar a carta durante um café da manhã de trabalho com jornalistas, para encerrar o ano.


— Não acho que o governo precise se manifestar sobre o caso de um indivíduo que não faz um pedido formal [de asilo].

Investimento

Na cerimônia, Dilma anunciou o investimento de R$ 40 milhões do BNDES para a construção de galpões e o fortalecimento das cooperativas, além de R$ 5 milhões de Ministério do Trabalho para a implantação de dois centros de economia solidária para apoiar a organização dos catadores.

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