Em vídeo, Al Qaeda ameaça atacar a Itália
Grupo terrorista alega que país tem ocupado a Líbia
Internacional|Da Ansa

Abu Ubaydah Yusuf al-Anabi, um dos líderes do braço da Al Qaeda na África do Norte — a Aqmi (Al-Qaeda au Maghreb Islamique) — ameaçou realizar ataques terroristas na Itália, alegando que o país está ocupando a Líbia.
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (14), o terrorista afirmou que o governo de Roma irá se arrepender de interferir no acordo de paz assinado entre os Parlamentos de Trípoli e Tobruk no início de dezembro. Segundo ele, o novo governo líbio é uma "conspiração" e a Líbia "se vendeu aos estrangeiros".
— Aos novos invasores, netos de Graziani [general de guerra na era fascista na Líbia]: vocês vão morder as mãos de arrependimento de ter entrado na terra de Omar al-Mukhtar [herói da resistência líbia] e serão humilhados.
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O extremista afirma que seu povo "não é de se render" e que os estrangeiros precisarão passar sobre seus cadáveres.
— Ou vencemos ou morremos.
O vídeo foi intitulado de "A Itália romana que ocupou a Líbia", segundo a agência de notícias "Al-Akhbar", e refere-se a um "general italiano que agora comanda em Trípoli".
Especula-se que os jihadistas estejam falando do general Paolo Serra, um conselheiro militar sênior do enviado das Nações Unidas para o país, Martin Kobler.
Ex-colônia da Itália, a Líbia sempre despertou muito interesse do governo italiano tanto pelas ligações históricas como pelo fato do país estar muito próximo, através do Mar Mediterrâneo, de seu território.
Desde a queda do ditador Muammar Kadafi, em 2011, os italianos lutam por uma maior atenção internacional para tentar reunificar o pequeno país — dilacerado por uma guerra civil e dividido politicamente em dois Parlamentos rivais.
A veracidade da mensagem não pode ser verificada de maneira independente, mas essa não seria a primeira vez que a Itália é ameaçada por um grupo terrorista. Constantemente, a nação é alvo de propaganda extremista produzida pelo Estado Islâmico.








