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Embaixada da Nicarágua em Moscou confirma pedido de asilo de Snowden

Internacional|Do R7

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Moscou, 8 jul (EFE).- A embaixada da Nicarágua em Moscou (Rússia) informou nesta segunda-feira que recebeu um pedido de asilo político do ex-técnico da CIA Edward Snowden, segundo a agência oficial "RIA Novosti". O presidente nicaraguense, Daniel Ortega, já havia oferecido refúgio a Snowden. Sim, recebemos", confirmou um porta-voz da embaixada da Nicarágua, que assim como a Venezuela e a Bolívia, mostrou-se disposta a receber o fugitivo requisitado pela Justiça americana. Ortega disse em 5 de julho que tinha recebido um pedido de asilo de Snowden e acrescentou que concederia refúgio ao jovem "se as circunstâncias permitissem". O governante fez o anúncio horas depois do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, oferecer "asilo humanitário" a Snowden após retornar de uma visita de dois dias à capital russa. Segundo a imprensa da Nicarágua informou no fim de semana, Snowden enviou uma carta à embaixada do país alegando risco de ser julgado "após tornar públicas as graves violações da Constituição e de alguns tratados das Nações Unidas pelo governo dos EUA". "Dadas as atuais circunstâncias, não parece possível que receba um julgamento justo ou um tratamento apropriado antes do meu processo, e existe a possibilidade de ser condenado à prisão perpétua ou inclusive à morte", disse a carta de Snowden. O presidente da Bolívia, Evo Morales, também se ofereceu a receber Snowden depois do escândalo diplomático no qual se viu envolvido na Europa devido às suspeitas de que seu avião presidencial levava o ex-analista da CIA de Moscou a La Paz. Snowden, que se encontra desde 23 de junho na área de conexão do aeroporto moscovita de Sheremetyevo e é solicitado pelos EUA por espionagem, solicitou asilo também em Cuba e no Brasil, segundo Wikileaks. O presidente de Cuba, Raúl Castro, defendeu hoje o direito dos países latino-americanos de conceder asilo a Snowden e criticou que o caso está focado na "perseguição" do jovem e não no sistema de "espionagem global" dos Estados Unidos. Os países europeus e asiáticos rejeitaram a possibilidade de recebê-lo, enquanto a Rússia colocou como condição que ele interrompesse a divulgação sobre os programas secretos dos EUA. EFE io/dk

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