Empresas brasileiras construirão fábricas de adubo e coque verde na Venezuela
Internacional|Do R7
Brasília, 9 mai (EFE).- Duas empresas brasileiras instalarão fábricas de adubos e de coque verde na Venezuela, anunciaram nesta quinta-feira a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A fábrica de coque verde será um projeto da petroquímica Braskem e estará destinada à exportação deste combustível ao Brasil, disse Maduro em um pronunciamento à imprensa ao lado de Dilma. A construtora Odebretch será responsável pela outra fábrica, que terá capacidade para processar 1,5 toneladas de ureia, uma quantidade que permitirá à Venezuela dar um "salto gigantesco" no setor dos adubos, nas palavras de Maduro. Estes acordos assinados hoje foram discutidos na última reunião do falecido presidente Hugo Chávez com Dilma, segundo Maduro. Os investimentos fazem parte do plano da Venezuela de realizar uma "revolução agroalimentar" para transformar o país caribenho em uma "potência exportadora de alimentos". Maduro comentou que pediu "mais apoio" do Brasil para adotar técnicas de planejamento, de desenvolvimento de cultivos e de irrigação, entre outras, para melhorar a produção agrícola do país. Por sua vez, Dilma manifestou sua disposição de expandir as relações comerciais e de buscar "mais equilíbrio" nessa troca, que atualmente é amplamente favorável ao Brasil. Além disso, reiterou seu compromisso em consolidar a colaboração em projetos existentes nas áreas de petróleo, eletricidade, agricultura e habitação, e assegurou que discutiram trabalhar em outros setores como provisão energética, abastecimento e segurança alimentar. À margem dos assuntos econômicos, Maduro lembrou que Venezuela e Brasil decidiram colaborar em um projeto de formação de oficiais militares, e defendeu o fortalecimento do o Conselho de Defesa Sul-Americano. No plano político, Dilma considerou "histórico" o fato de a Venezuela assumir a presidência temporária do Mercosul no segundo semestre deste ano. A incorporação da Venezuela ao bloco regional "permitirá viver um segundo ciclo de expansão e de integração de cadeias produtivas" que beneficiará principalmente o norte e o nordeste do Brasil e o sul venezuelano, declarou Dilma. A governante comentou que a América do Sul "caminha rumo à integração, principalmente no fortalecimento democrático". Por sua vez, Maduro disse que, quando Venezuela assumir a presidência do Mercosul, apresentará "a visão de fortalecimento e ampliação" do bloco, do qual também fazem parte Argentina, Uruguai e Paraguai, país que está suspenso desde a cassação do então presidente Fernando Lugo em junho do ano passado. O líder bolivariano também se comprometeu a manter encontros periódicos, "pelo menos" semestrais, com Dilma, seguindo o exemplo de Chávez e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que realizavam visitas trimestrais. No final da reunião, Maduro presenteou Dilma com uma fotografia emoldurada de Chávez, vestido de militar e com uma boina vermelha, e depois se despediram com um abraço. EFE mp/rsd (foto)









