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Entenda como a guerra no Irã pode afetar o preço do preservativo

Conflito afeta matérias-primas e transporte, e impacto pode chegar ao consumidor

Internacional|Kit Maher e David Goldman, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra no Irã pode elevar os preços dos preservativos em 20% a 30% devido a interrupções nas cadeias globais de suprimentos.
  • A maior fabricante de preservativos, Karex, enfrenta altos custos de produção e atrasos no transporte marítimo.
  • A escassez de matérias-primas petroquímicas, essenciais para a fabricação de preservativos, está se agravando devido ao conflito.
  • Alguns países da Ásia começaram a racionar combustíveis, impactando a produção e o transporte de produtos essenciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navios e barcos no Estreito de Ormuz, na costa de Musandam, Omã
Bloqueio de Ormuz interrompeu o fornecimento de materiais usados na produção de camisinhas Reuters - 20.04.2026

Sexo seguro pode ficar mais caro se a guerra com o Irã continuar a interromper as cadeias globais de suprimentos, segundo uma nova entrevista com o CEO da maior fabricante de preservativos do mundo.

O CEO da Karex, Goh Miah Kiat, afirmou à Reuters na terça-feira (21) que a empresa pode ser obrigada a elevar os preços em pelo menos 20% a 30%, dependendo de quanto tempo durar a interrupção. As cadeias globais de suprimentos vêm sendo impactadas desde o fim de fevereiro pela guerra e pelo bloqueio do estreito de Ormuz, o que interrompeu o fornecimento de alguns dos materiais usados na produção de preservativos.


“A situação é definitivamente muito frágil, os preços estão elevados”, disse Goh à Reuters. “Não temos outra escolha a não ser repassar os custos agora aos consumidores.”

Com sede na Malásia, a Karex produz preservativos, lubrificantes pessoais, luvas, cateteres médicos e capas para sondas. A empresa fabrica preservativos masculinos de látex, incluindo as marcas ONE, Trustex, Carex e Pasante, e tem capacidade para produzir mais de 5 bilhões de camisinhas por ano. Segundo seu site, a Karex também exporta para mais de 130 países.


Goh disse à Reuters que, além dos custos mais altos de fabricação e embalagem dos preservativos, há atrasos no transporte marítimo.

“Estamos vendo muitos preservativos parados em embarcações que ainda não chegaram ao destino, apesar de serem altamente necessários”, afirmou Goh.


A CNN entrou em contato com a Karex para saber quando os reajustes de preços podem ocorrer. Enquanto isso, Goh disse à Reuters que a empresa tem estoque suficiente para durar alguns meses.

Com a disparada dos preços do gás desde o início da guerra com o Irã, petróleo e gás receberam a maior parte da atenção. Economistas temem que a alta dos preços leve em breve a uma retração do consumo e que a escassez de petróleo possa atrapalhar a produção. Isso é particularmente verdadeiro na Ásia, que depende fortemente do petróleo do Oriente Médio para combustível.


Mas a guerra também afetou a produção das chamadas matérias-primas petroquímicas — subprodutos do petróleo usados para fabricar plásticos e outros materiais. Entre eles estão a nafta, usada na produção de embalagens, e o óleo de silicone e a amônia, que são ingredientes-chave na fabricação de preservativos.

“Fala-se muito sobre o petróleo bruto e os impactos no diesel e na gasolina — mas as matérias-primas e os produtos petroquímicos também estão em falta”, disse Angi Gidea, líder global de petróleo e gás da KPMG.

Por exemplo, 41% da nafta consumida na Ásia vem do Oriente Médio, observou Gidea. Se os países que fabricam os produtos que compramos — incluindo a Malásia — não conseguem acessar matérias-primas, precisam elevar os preços para compensar.

Mas as matérias-primas não são o único problema.

Alguns países, incluindo Myanmar e Camboja, começaram a racionar combustível. Algumas escolas no Sudeste Asiático, como no Vietnã, adotaram ordens para que alunos fiquem em casa, já que o deslocamento se tornou caro demais. Analistas do setor temem que isso também esteja prejudicando a capacidade de trabalhadores de fábricas chegarem às unidades de produção, o que pode desacelerar a fabricação de produtos-chave destinados à exportação — inclusive para os Estados Unidos.

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