Análise: visita à China frustra Trump, que queria voltar aos EUA com ‘boas notícias’
Ao colocar Taiwan em pauta, chineses fream outras discussões e demonstram que só fazem acordos ‘de igual para igual’
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou as reuniões com Xi Jinping frustrado, avalia o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral. Em entrevista ao Conexão Record News, ele diz que o republicano desejava voltar da China, onde cumpriu agendas oficiais ao longo da semana, com boas notícias para os norte-americanos — entre os quais crescem seus índices de rejeição.
No entanto, a resistência chinesa a concessões, especialmente quando se trata de Taiwan, desapontou as expectativas. Trump deixou o país nesta sexta-feira (15) após cumprir um último compromisso — o tradicional “encontro do chá” da diplomacia chinesa, no qual os líderes costumam debater os temas mais delicados.
O apoio diplomático e as relações comerciais dos EUA com a ilha teriam sido uma das principais pautas da reunião. Ao já começar colocando a questão na mesa, Cabral argumenta que os chineses pretendiam obstruir outras discussões já encaminhadas e reforçar sua posição.
“A China está mandando para os Estados Unidos a seguinte mensagem: nós não fazemos concessões, nós fazemos acordos de igual para igual. Nós somos parceiros e não tem um ser superior ao outro. Esse talvez tenha sido o principal recado e por isso ele começou com Taiwan.”
Até agora, o tom público entre Trump e Xi tem sido cordial, ainda que, na prática, nenhum grande acordo tenha sido anunciado por ambos. Antes de embarcar de volta para casa, o presidente norte-americano só disse que “muitos problemas” foram resolvidos e que o chinês se “tornou um amigo”.
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