Quem eram os 5 turistas italianos que morreram em acidente nas Maldivas
Grupo estava explorando cavernas subaquáticas no Atol de Vaavu a uma profundidade de 50 metros
Internacional|Do R7
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Cinco turistas italianos morreram em um acidente de mergulho nas Maldivas nesta quinta-feira (14), segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália. As vítimas já foram identificadas pelas autoridades. São três mulheres e dois homens, com idades que variam entre 23 e 52 anos.
O grupo estava explorando cavernas subaquáticas no Atol de Vaavu a uma profundidade de 50 metros. De acordo com a imprensa italiana, os mergulhadores saíram para o passeio na manhã de quinta-feira (14) e foram dados como desaparecidos no início da tarde, após não retornaram à superfície. A tripulação da embarcação de mergulho em que viajavam notificou o sumiço.
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Quem eram as vítimas?
Entre os exploradores estavam membros da Universidade de Gênova, como a professora Monica Montefalcone, sua filha e estudante Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o graduado em Biologia Federico Gualtieri. A quinta pessoa era um instrutor de mergulho identificado como Gianluca Benedetti.
Monica Montefalcone
Nascida em Milão, Monica Montefalcone, de 52 anos, era professora associada de Ecologia na Universidade de Gênova. Pesquisadora reconhecida na área ambiental, Monica dedicou mais de 25 anos aos estudos sobre a Posidonia oceanica, os ecossistemas costeiros e os impactos das mudanças climáticas nos oceanos.
Mergulhadora experiente, ela esteve à frente de projetos voltados à proteção dos ambientes marinhos e assinou dezenas de publicações científicas ao longo de sua carreira. Seu trabalho mais recente, divulgado em 2025, abordava um novo protocolo de monitoramento de equipamentos de pesca abandonados em habitats de corais.

Desde 2019, coordenava ainda o projeto “Mare Caldo”, desenvolvido em parceria entre o DiSTAV, o Greenpeace Itália e a ElbaTech, com o objetivo de monitorar os efeitos das mudanças climáticas nos mares italianos por meio de uma rede costeira de estações de medição da temperatura marinha.
Giorgia Sommacal
Filha de Monica Montefalcone, Giorgia Sommacal tinha 23 anos e cursava Engenharia Biomédica na Universidade de Gênova.

Muriel Oddenino
Muriel Oddenino, de 31 anos, era natural de Poirino. Formada em Ciências Naturais pela Universidade de Turim, deu continuidade aos estudos em Gênova entre 2019 e 2022, antes de atuar por onze meses como pesquisadora na Universidade de Bari, entre 2023 e 2024.

Mergulhadora experiente, Muriel foi coautora de diversas publicações científicas voltadas à preservação dos habitats marinhos. Um de seus trabalhos mais recentes abordava a dinâmica temporal dos prados de Posidonia oceanica na Área Marinha Protegida de Capo Mortola, um tema considerado essencial para a conservação do Mediterrâneo e de suas espécies mais vulneráveis.
Federico Gualtieri
Federico Gualtieri, de 31 anos, era natural de Omegna, no Piemonte. Em março deste ano, formou-se em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.

Apaixonado pela vida marinha, dedicou sua tese de graduação ao estudo da “Diversidade e Ecologia de Coralimorfários e Zoantários nos Atóis Centrais das Maldivas”, pesquisa voltada à biodiversidade dos ecossistemas marinhos da região.
Gianluca Benedetti
Natural de Pádua, Gianluca Benedetti tinha 44 anos. Após construir uma carreira sólida no setor bancário e financeiro, trabalhando no banco Bcc de Piove di Sacco, deixou a estabilidade da carreira corporativa para se dedicar integralmente ao mar.
O primeiro contato com as Maldivas aconteceu em 2017, quando ainda conciliava o trabalho no banco com atividades ligadas ao mergulho. No ano seguinte, abandonou de vez o mercado financeiro e transformou o hobby em profissão. Desde então, viveu por cerca de sete anos no arquipélago do Oceano Índico, com apenas uma breve passagem profissional pela Indonésia.

Instrutor da Padi, principal organização internacional de certificação de mergulho, Gianluca se tornou uma figura conhecida entre turistas e equipes das embarcações da região. No site da companhia marítima para a qual trabalhava, a Albatros Top Boat, se definia como “uma pessoa energética e extremamente esportiva, amante da leitura, do cinema clássico e do xadrez”.
Caso está sendo investigado
Ainda não se sabe ao certo o que causou as mortes. O caso segue sob investigação das autoridades locais, enquanto a Embaixada da Itália no Sri Lanka presta assistência às famílias das vítimas.
A Universidade de Gênova lamentou a tragédia em nota publicada nas redes sociais.
“A Universidade de Gênova expressa suas mais profundas condolências pelo falecimento repentino e trágico de Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia do Departamento de Ciências da Terra, do Meio Ambiente e da Vida (DISTAV); de sua filha, Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica da Universidade de Gênova; de Muriel Oddenino, pesquisadora do DISTAV; e de Federico Gualtieri, recém-formado no mestrado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova”, afirmou a instituição.
“Toda a comunidade universitária manifesta suas mais sinceras condolências às famílias, colegas e estudantes que compartilharam suas trajetórias pessoais e profissionais.”
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