Entenda como o Paquistão se tornou mediador importante da guerra no Irã
Conflito no país persa afeta diretamente o abastecimento energético do Paquistão, que depende de petróleo importado
Internacional|Do R7
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Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir nesta sexta-feira (10) para novamente discutir o fim da guerra entre os dois países, que também envolve Israel. O encontro está previsto para acontecer no Paquistão, que tem se consolidado como mediador nas negociações por conta de sua proximidade com Washington e Teerã.
A relação entre Islamabad e Teerã é histórica e remonta a 1947, quando o Irã foi o primeiro país a reconhecer o Paquistão como um Estado independente. As duas nações compartilham uma fronteira de cerca de 909 quilômetros.
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Devido à proximidade geográfica, o conflito no Irã afeta diretamente o abastecimento energético do Paquistão, que depende de petróleo importado. Parte desse volume passa pelo estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio global da commodity. Com o bloqueio do tráfego marítimo por Teerã, o fluxo foi diretamente comprometido.
Como reflexo, o governo paquistanês vem elevando, desde março, os preços da gasolina e do diesel, além de adotar medidas para conter o consumo. A continuidade do conflito tende a agravar o cenário e ampliar os impactos econômicos, aumentando a pressão pela busca rápida pelo fim do conflito.
Do lado americano, Islamabad mantém laços diplomáticos e militares estreitos com os Estados Unidos, tendo colaborado, por exemplo, na evacuação de cidadãos americanos durante a retirada do Afeganistão, em 2021.

O presidente, Donald Trump, chegou a chamar o chefe das Forças Armadas paquistanesas, Asim Munir, de seu “marechal favorito”, afirmando que ele conhece o Irã “melhor do que a maioria”. Como exemplo disso, o republicano concordou em suspender os ataques contra o Irã por duas semanas. Segundo ele, a decisão foi tomada após pedidos de Munir e do primeiro-ministro, Shehbaz Sharif.
O premiê paquistanês pediu que o país persa conceda a reabertura do estreito de Ormuz durante o período como um gesto de “boa fé” durante as negociações de paz.
Líder supremo diz que Irã não busca guerra
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que Teerã não busca guerra, mas tampouco abrirá mão de seus “direitos legítimos”, em mensagem divulgada via texto na quinta-feira (9).
Khamenei reiterou que o país exigirá compensação de Estados Unidos e Israel pelos danos causados em território iraniano durante os recentes confrontos. “Certamente cobraremos a reparação de cada prejuízo e o sangue de nossos mártires”, disse ao mencionar também indenizações a feridos e vítimas da guerra.
O líder também indicou uma postura mais assertiva sobre o estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo.
“A gestão do estreito será levada a uma nova fase”, afirmou, sem detalhar medidas concretas, em declaração que sugere possível mudança na forma de controle ou monitoramento da passagem estratégica.
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