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Entenda como o Paquistão se tornou mediador importante da guerra no Irã

Conflito no país persa afeta diretamente o abastecimento energético do Paquistão, que depende de petróleo importado

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Encontro entre representantes dos EUA e Irã está marcado para o Paquistão, que atua como mediador na guerra.
  • A relação histórica entre Paquistão e Irã começou em 1947, com reconhecimento mútuo como estados independentes.
  • Conflito no Irã impacta diretamente o abastecimento energético do Paquistão, elevando preços de combustíveis e gerando pressão por uma resolução rápida.
  • Líder do Irã afirma que não busca guerra, mas exigirá compensação dos EUA e Israel pelos danos durante os confrontos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irã e Paquistão compartilham uma fronteira de mais de 900 quilômetros Reprodução de vídeo/Youtube/TRT World

Representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir nesta sexta-feira (10) para novamente discutir o fim da guerra entre os dois países, que também envolve Israel. O encontro está previsto para acontecer no Paquistão, que tem se consolidado como mediador nas negociações por conta de sua proximidade com Washington e Teerã.

A relação entre Islamabad e Teerã é histórica e remonta a 1947, quando o Irã foi o primeiro país a reconhecer o Paquistão como um Estado independente. As duas nações compartilham uma fronteira de cerca de 909 quilômetros.


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Devido à proximidade geográfica, o conflito no Irã afeta diretamente o abastecimento energético do Paquistão, que depende de petróleo importado. Parte desse volume passa pelo estreito de Ormuz, uma das principais vias do comércio global da commodity. Com o bloqueio do tráfego marítimo por Teerã, o fluxo foi diretamente comprometido.

Como reflexo, o governo paquistanês vem elevando, desde março, os preços da gasolina e do diesel, além de adotar medidas para conter o consumo. A continuidade do conflito tende a agravar o cenário e ampliar os impactos econômicos, aumentando a pressão pela busca rápida pelo fim do conflito.


Do lado americano, Islamabad mantém laços diplomáticos e militares estreitos com os Estados Unidos, tendo colaborado, por exemplo, na evacuação de cidadãos americanos durante a retirada do Afeganistão, em 2021.

Paquistão mantém proximidade com os EUA e o Irã Reprodução/White House

O presidente, Donald Trump, chegou a chamar o chefe das Forças Armadas paquistanesas, Asim Munir, de seu “marechal favorito”, afirmando que ele conhece o Irã “melhor do que a maioria”. Como exemplo disso, o republicano concordou em suspender os ataques contra o Irã por duas semanas. Segundo ele, a decisão foi tomada após pedidos de Munir e do primeiro-ministro, Shehbaz Sharif.


O premiê paquistanês pediu que o país persa conceda a reabertura do estreito de Ormuz durante o período como um gesto de “boa fé” durante as negociações de paz.

Líder supremo diz que Irã não busca guerra

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que Teerã não busca guerra, mas tampouco abrirá mão de seus “direitos legítimos”, em mensagem divulgada via texto na quinta-feira (9).


Khamenei reiterou que o país exigirá compensação de Estados Unidos e Israel pelos danos causados em território iraniano durante os recentes confrontos. “Certamente cobraremos a reparação de cada prejuízo e o sangue de nossos mártires”, disse ao mencionar também indenizações a feridos e vítimas da guerra.

O líder também indicou uma postura mais assertiva sobre o estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo.

“A gestão do estreito será levada a uma nova fase”, afirmou, sem detalhar medidas concretas, em declaração que sugere possível mudança na forma de controle ou monitoramento da passagem estratégica.

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