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Entenda fenômeno raro que causou dois terremotos seguidos na Venezuela

Até o momento, 188 pessoas morreram e mais de 1.500 ficaram feridas; construções desabaram em Caracas após os tremores desta quarta (24)

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela em 40 segundos, causando 188 mortes e mais de 1.500 feridos.
  • O fenômeno é conhecido como "dupleto sísmico", eventos raros de magnitudes semelhantes ocorrendo em sequência.
  • Especialistas afirmam que, apesar da impossibilidade de prever terremotos, análises podem ajudar na preparação e construção de estruturas mais resistentes.
  • Os tremores foram sentidos em algumas regiões do Brasil devido à propagação eficiente das ondas de superfície.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dois tremores atingiram a Venezuela em um intervalo de 40 segundos na noite desta quarta-feira (24). Os epicentros foram registrados na região norte do país. Prédios e casas desabaram na capital, Caracas, e em outras cidades. O primeiro tremor foi de 7,2 de magnitude, seguido por um de 7,5, numa escala que vai até 10. Até o momento, 188 pessoas morreram e mais de 1.500 ficaram feridas.

Em entrevista ao Link News, Aderson Farias do Nascimento, coordenador do laboratório sismológico da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), explica que o fenômeno que ocorreu na Venezuela é chamado de “dupleto sísmico”, quando dois eventos de magnitudes semelhantes acontecem em uma sequência de segundos.


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“Eles têm características muito semelhantes, muito embora eles às vezes estejam separados por alguns quilômetros ou alguns metros, a depender do tipo de situação. E geralmente nessas magnitudes eles são pouco observados; geralmente você tem dupletos de magnitudes bem pequenas ou de magnitudes moderadas, mas nessa magnitude eles são bem mais raros de acontecer”, destaca.

Segundo Nascimento, com a tecnologia atual ainda não é possível prever terremotos. No entanto, ele assegura que é viável fazer uma análise de possibilidades, que permitem uma maior preparação das estruturas, do dia a dia e da forma que se constrói no solo.


“É esperado que, nas próximas semanas, nos próximos talvez dois meses, essa sismicidade decaia para os índices que estavam sendo observados anteriormente. Isso é normalmente o que acontece. Obviamente, tendo dito isso, significa que isso impõe um grande desafio para as equipes de resgate, porque você está adentrando estruturas que já estão fragilizadas e que, portanto, às vezes, mesmo que a réplica que venha depois não seja da mesma magnitude do primeiro, ainda pode sobrecarregar uma estrutura já fragilizada”, alerta.

Sobre o abalo ter sido sentido em algumas regiões do Brasil, Nascimento esclarece que, pelo fato de ter sido mais superficial, as ondas de superfície se propagam de forma mais eficiente. “Elas chegam a distâncias maiores, ainda com a amplitude que as pessoas possam perceber. No caso de Manaus (AM), Belém (PA) e Amapá, todos esses locais estão mais próximos, na região Norte, relativamente a outras regiões do Brasil, e, como foi um horário em que as pessoas puderam observar, elas puderam sentir e puderam ver os efeitos disso nas estruturas”, diz.

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