Entenda o papel do Paquistão nas negociações entre EUA e Irã
Diálogo entre o governo de Donald Trump e o regime iraniano vem sendo mediado por Islamabad
Internacional|Do R7
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Com a guerra prestes a completar três meses, os Estados Unidos e o Irã tentam chegar a um acordo de paz, mas enfrentam obstáculos nas negociações. O principal ponto de discordância entre os países é o programa nuclear de Teerã.
O diálogo entre o governo de Donald Trump e o regime iraniano vem sendo mediado pelo Paquistão, que assumiu um papel importante nas negociações.
Por que o Paquistão?
Considerando que o Paquistão possui uma extensa fronteira terrestre com o Irã e não cultivou um bom relacionamento com Trump durante seu primeiro mandato, o país poderia ser um dos apoiadores do regime iraniano, mas surpreendeu ao se tornar uma das poucas nações que mantêm diálogo com os dois lados da guerra.
Segundo o Conselho de Assuntos Globais de Chicago, Islamabad busca apoio de potências para se fortalecer no Sul da Ásia. Embora mantenha um bom relacionamento com a China, o país não quer depender exclusivamente dos chineses e, por isso, está usando diferentes conexões para se posicionar como mediador.
“O Paquistão busca criar um portfólio diversificado de relações que lhe permita ter uma influência maior do que o esperado — e também que lhe permita se proteger ou equilibrar a influência e o poder da Índia no Sul da Ásia”, disse o cientista político Paul Staniland, membro sênior não residente do Conselho.
O que está em jogo
De acordo com o especialista, parte do interesse do Paquistão em acabar com a guerra envolve um risco específico de se indispor com um dos lados. O país possui um pacto de defesa com a Arábia Saudita e teme acabar em uma situação em que seja forçado a prestar auxílio a Riad contra o Irã, seu vizinho e parceiro comercial em potencial.
Por outro lado, caso o mediador consiga ajudar os países a selarem a paz, Islamabad poderia firmar acordos com outras nações e líderes mundiais, como forma de agradecimento pelo trabalho e reconhecimento de sua influência.
“De forma mais ampla, creio que o Paquistão vê isso como uma oportunidade para escapar da rivalidade com a Índia, que é a principal forma pela qual as pessoas entendem o papel internacional do Paquistão. Esta é uma chance de permitir que o país afirme desempenhar outros papéis importantes dentro do sistema internacional”, disse Staniland.
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