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Entenda o papel do Paquistão nas negociações entre EUA e Irã

Diálogo entre o governo de Donald Trump e o regime iraniano vem sendo mediado por Islamabad

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Paquistão atua como mediador nas negociações de paz entre EUA e Irã, apesar dos laços com o Irã e das tensões prévias com Trump.
  • Islamabad busca diversificar suas relações internacionais para aumentar sua influência e contrabalançar a Índia no Sul da Ásia.
  • O Paquistão possui um pacto de defesa com a Arábia Saudita, o que torna a mediação delicada devido ao risco de conflito com o Irã.
  • Se bem-sucedido, o Paquistão pode fortalecer sua posição geopolítica e firmar novos acordos internacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fumaça escura sobe entre prédios de uma cidade, com montanhas ao fundo
Conflito entre EUA e Irã começou em 28 de fevereiro Reprodução/Record News

Com a guerra prestes a completar três meses, os Estados Unidos e o Irã tentam chegar a um acordo de paz, mas enfrentam obstáculos nas negociações. O principal ponto de discordância entre os países é o programa nuclear de Teerã.

O diálogo entre o governo de Donald Trump e o regime iraniano vem sendo mediado pelo Paquistão, que assumiu um papel importante nas negociações.

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Por que o Paquistão?

Considerando que o Paquistão possui uma extensa fronteira terrestre com o Irã e não cultivou um bom relacionamento com Trump durante seu primeiro mandato, o país poderia ser um dos apoiadores do regime iraniano, mas surpreendeu ao se tornar uma das poucas nações que mantêm diálogo com os dois lados da guerra.

Segundo o Conselho de Assuntos Globais de Chicago, Islamabad busca apoio de potências para se fortalecer no Sul da Ásia. Embora mantenha um bom relacionamento com a China, o país não quer depender exclusivamente dos chineses e, por isso, está usando diferentes conexões para se posicionar como mediador.

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“O Paquistão busca criar um portfólio diversificado de relações que lhe permita ter uma influência maior do que o esperado — e também que lhe permita se proteger ou equilibrar a influência e o poder da Índia no Sul da Ásia”, disse o cientista político Paul Staniland, membro sênior não residente do Conselho.

O que está em jogo

De acordo com o especialista, parte do interesse do Paquistão em acabar com a guerra envolve um risco específico de se indispor com um dos lados. O país possui um pacto de defesa com a Arábia Saudita e teme acabar em uma situação em que seja forçado a prestar auxílio a Riad contra o Irã, seu vizinho e parceiro comercial em potencial.

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Por outro lado, caso o mediador consiga ajudar os países a selarem a paz, Islamabad poderia firmar acordos com outras nações e líderes mundiais, como forma de agradecimento pelo trabalho e reconhecimento de sua influência.

“De forma mais ampla, creio que o Paquistão vê isso como uma oportunidade para escapar da rivalidade com a Índia, que é a principal forma pela qual as pessoas entendem o papel internacional do Paquistão. Esta é uma chance de permitir que o país afirme desempenhar outros papéis importantes dentro do sistema internacional”, disse Staniland.

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