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Entenda por que J.D. Vance e Marco Rubio estão em rota de colisão em meio às negociações com o Irã

Consultor de risco político analisa divergências entre republicanos e dificuldades para conter o programa nuclear do Irã

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Acordo de paz provisório entre EUA e Irã permite acesso da AIEA às instalações nucleares iranianas, mas Teerã resiste até acordo final.
  • Consultor Marcelo Suano critica o Irã por manter infraestrutura militar que desestabiliza a região.
  • Divisões internas na administração Trump sobre ataques israelenses ao Hezbollah; Vance critica, Rubio apoia.
  • Negociações tensas podem se estender até as eleições de 2028, com Vance e Rubio como possíveis sucessores de Trump.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O acordo de paz provisório assinado por Estados Unidos e Irã garante à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) o acesso às instalações do programa nuclear iraniano. As autoridades do país, entretanto, afirmam que as bases devem continuar barradas até que um acordo final seja alcançado. Um impasse que dificulta a paz e, para o consultor de relações internacionais Marcelo Suano, uma piada de mau gosto por parte de Teerã.

“Isso é uma grande balela. [...] O que o Irã [...] coloca como um acordo de paz definitivo? Preservar a própria estrutura militar, a logística militar, as usinas, as bases militares, ou seja, preservar exatamente o elemento desestabilizador que possui, o próprio poderio militar, incluindo a possibilidade de desenvolver um armamento nuclear”, afirmou ao Conexão Record News desta sexta-feira (26).

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Um dos corredores existentes no programa nuclear iraniano. Dezenas de pilastras metálicas de formato cilíndrico cercam dois cientistas.
Apesar dos esforços da AIEA, bases nucleares do Irã continuam inacessíveis Reprodução / Record News

A AIEA e Teerã não são os únicos que possuem discordâncias em torno do acordo. Até mesmo colegas da administração de Donald Trump começam a apresentar divergências. Enquanto o vice-presidente J.D. Vance critica os ataques israelenses realizados às bases do Hezbollah no Líbano, o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, enxerga os bombardeios como uma resposta justificada ao grupo terrorista.

Outro impasse que barra as negociações e pode se estender até as eleições de 2028, uma vez que ambos são cotados pelo partido Republicano para substituir Trump no futuro. Ciente da rivalidade, Suano lança um palpite para o embate atual: “Se ambos mantiverem as suas posições, o Vance vai perder. [...] Ele não está se comportando da forma como os republicanos normalmente agem”.

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O especialista argumenta que Vance possui um discurso centrado nos interesses dos EUA, que envolvem apresentar o país como organizador do sistema internacional. Já Rubio entende a necessidade da sobrevivência israelense, nas palavras do consultor, que motivaram o início da guerra no Irã. De qualquer maneira, as negociações permanecem tensas e com poucos avanços.

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