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Entidade de Clinton sugere apoio à mulher para elevar renda na A. Latina

Internacional|Do R7

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Rio de Janeiro, 8 dez (EFE).- O apoio às mulheres para que montem empresas de maior escala pode elevar a renda das famílias latino-americanas, segundo uma estratégia apresentada neste domingo pela Iniciativa Global Clinton (CGI) durante uma reunião preparatória para reunião que ocorrerá nesta semana no Rio de Janeiro. A estratégia foi apresentada perante alguns dos líderes políticos, empresariais e da sociedade civil que, convocados pelo ex-presidente americano Bill Clinton, discutirão nesta cidade brasileira segunda-feira e terça-feira possíveis iniciativas para tratar os problemas sociais, econômicos e ambientais na região. O encontro será o primeiro regional para a América Latina da Iniciativa Global Clinton (CGI, por sua sigla em inglês), a fundação criada pelo ex-presidente americano em 2005 e que anualmente reúne milhares de personalidades em Nova York para discutir alguns dos maiores desafios da humanidade. A reunião prévia, liderada pela CGI e pela Fundação Exxonmobil, serviu para apresentar estratégias de apoio às mulheres que podem ajudar a elevar a renda na região. A CGI espera que entidades e ONGs latino-americanas, apoiadas financeiramente por filantropos e grandes empresários convidados ao encontro, se comprometam em projetos específicos que atendam as necessidades das mulheres. Uma das sessões do encontro promovido pela CGI no Rio de Janeiro tratará precisamente dos apoios que podem ser oferecidos às mulheres empreendedoras para que expandam suas empresas e pensem em maior escala. Segundo um comunicado divulgado pela CGI, as mulheres representam metade da população global e cerca de 187 milhões delas são empreendedoras, por isso que seu apoio é um "instrumento necessário para que qualquer país alcance o pleno potencial econômico". De acordo com dados fornecido pela entidade, mais da metade das microempresas na América Latina é comandada por mulheres, que apenas estão à frente de um quarto das pequenas empresas e de 8% das empresas de médio tamanho. "A criação de oportunidades que permitam que as mulheres superem o nível micro e acham empresas de maior escala gerará benefícios amplos; aumentará a auto-suficiência das mulheres e melhorará a renda familiar na América Latina", acrescenta o comunicado. Na passada reunião da CGI em Nova York, a ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton destacou os importantes resultados alcançados pelas iniciativas apoiadas por essa entidade para dar poder às mulheres. De acordo com Hillary Clinton, dos 158 novos "compromissos de ação" assumidos pela CGI em 2013, 97 se centram no apoio às meninas ou às mulheres. No encontro deste domingo, a Fundação Exxonmobil, um importante parceiro financeiro da CGI em diferentes projetos, apresentou um relatório sobre as iniciativas que alcançaram os melhores resultados para dar poder econômico às mulheres. Segundo o estudo, quando as mulheres têm o poder econômico, suas sociedades e suas nações se beneficiam mais. O relatório identifica as mais promissoras e comprovadas iniciativas para elevar o poder econômico das mulheres, entre as quais as de oferecer contas de poupança e informações econômicas adequadas na hora de tomar suas decisões. De acordo com o estudo, os projetos que apoiam as pequenas empresárias com produtos e não com recursos com dinheiro permitem que as mulheres mantenham o capital no negócio e se livrem das pressões para desviá-lo a outros membros da família. O relatório tambem diz que as mulheres que contam com assistência para suas crianças têm melhores níveis de emprego e de salário. O primeiro encontro latino-americano da CGI será aberto na segunda-feira no luxuoso Hotel Copacabana Palace com uma plenária que terá Clinton como moderador e Dilma Rousseff como conferencista. Na sessão inaugural também discursarão a secretária executiva da Comissão Econômica da ONU para a América Latina (Cepal), Alicia Bárcena; o presidente do Instituto para a Liberdade e a Democracia do Peru, Hernando de Soto, e a presidente da General Motors para a Argentina, Isela Constantini. EFE cm/ff

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