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Equador cogitou dar posto diplomático na Rússia para Assange

Documento obtido pela agência Reuters mostra que governo equatoriano cogitou nomear criador do Wikileaks como diplomata para tirá-lo de Londres

Internacional|Do R7

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Assange na embaixada do Equador em Londres
Assange na embaixada do Equador em Londres

O Equador deu em 2017 ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, um posto diplomático na Rússia, mas rescindiu a ação após o Reino Unido se recusar a dar imunidade diplomática a ele, de acordo com um documento do governo equatoriano visto pela Reuters.

O esforço abortado sugere que o presidente do Equador, Lenín Moreno, havia envolvido Moscou para resolver a situação de Assange, que está enfurnado na embaixada equatoriana há seis anos para evitar prisão por autoridades britânicas por acusações de violar fiança.

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O incidente foi revelado em uma carta do Ministério das Relações Exteriores do Equador para uma legisladora que havia solicitado informação sobre a decisão do Equador no ano passado de garantir cidadania a Assange.

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O Equador aprovou em 19 de dezembro uma “designação especial a favor do sr. Julian Assange para que ele possa realizar funções na embaixada equatoriana na Rússia”, de acordo com a carta escrita à parlamentar da oposição Paola Vintimilla.

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“Designação especial” se refere ao direito do presidente do Equador de nomear aliados políticos para um número fixo de postos diplomáticos, mesmo que eles não sejam diplomatas de carreira.

Mas o Escritório das Relações Exteriores do Reino Unido informou em nota em 21 de dezembro que não aceitava Assange como diplomata e que “não considera que o sr. Assange usufrua de quaisquer tipos de privilégios e imunidades sob a Convenção de Viena”, segundo a carta, citando uma nota diplomática britânica.

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O Equador abandonou sua decisão pouco depois, de acordo com a carta.

Autoridades britânicas disseram que irão prender Assange se ele deixar a embaixada, o que significa que ele precisaria ser reconhecido como um diplomata para viajar a Moscou.

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Advogados de Assange nos Estados Unidos e no Reino Unido não responderam pedidos de comentário. O site do WikiLeaks não respondeu um email buscando comentário. O Ministério das Relações Exteriores do Equador não pôde ser contatado para comentário.

O plano de tornar Assange um diplomata equatoriano foi tornado público no ano passado, mas o esforço para enviá-lo a Moscou não havia sido relatado anteriormente.

Agências da inteligência dos EUA informaram em 2017 que acreditavam que o WikiLeaks foi um intermediário usado pela Rússia para publicar emails hackeados de democratas seniores para atrapalhar a candidata presidencial democrata de 2016, Hillary Clinton.

O presidente dos EUA, Donald Trump, enfrenta uma investigação sobre se sua campanha conspirou com a Rússia para vencer a eleição. Assange nega ter recebido emails da Rússia, mas não descartou ter recebido os emails de um terceiro. Trump e a Rússia negam conluio.

O jornal The Guardian relatou nesta sexta-feira que diplomatas russos realizaram conversas secretas em Londres para ajudar Assange a deixar o Reino Unido através de uma operação tentativamente marcada para a noite de Natal de 2017.

A reportagem, que citava fontes não identificadas, informava que “detalhes do plano eram superficiais” e que ele foi abortado porque parecia ser muito arriscado.

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